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A Teledramaturgia e a Música enobreceram a TV em 1966



O ano de 1966 pode ser considerado um verdadeiro marco na História da Televisão Brasileira. A Teledramaturgia da TV Excelsior e a Música Popular presente na TV Record encabeçaram os grandes fatos televisivos daquele ano, demonstrados pelo grande número de Troféus Imprensa concedidos a essas duas emissoras.

Em 16 de maio de 1966 estreava “Redenção”, novela de Raimundo Lopes, com direção geral de Waldemar de Moraes. Com renomado elenco e com Francisco Cuoco como o protagonista (personagem Doutor Fernando), é imediatamente um grande sucesso de público, atingindo altos índices de audiência e ao final daquele ano, já se aproximando de seus duzentos capítulos.

“Redenção” recebeu quatro Troféus Imprensa: Novela, Ator (para Francisco Cuoco), Cenógrafo para Luiz Edu Marinho e Equipe Técnica para o Canal 9. Também é importante registrar as premiações a Carminha Brandão (personagem Leonor) pela novela “Anjo Marcado” de Ivani Ribeiro, com direção de Wálter Avancini (também premiado), sendo que a atriz Maria Isabel de Lizandra foi eleita a Revelação Feminina do ano pelo seu trabalho nessa mesma novela de Ivani.

Também merece registro naquele rico ano teledramatúrgico da TV Excelsior o lançamento de Lauro Cesar Muniz como novelista, com a estreia de “Ninguém Crê em Mim”, dirigida por Dionísio Azevedo. Em virtude desta novela Lauro Cesar Muniz ganhou o Troféu Imprensa de melhor Novelista de 1966.

No que tange à música, o II Festival de Música Popular, produzido por Solano Ribeiro na TV Record, canal 7 de São Paulo foi o acontecimento de grande relevo , que influenciou a MPB e a
própria Cultura Brasileira até hoje. No dia 10 de outubro de 1966, esse monumental Festival Musical chegava ao seu final e sua transmissão, ao vivo, gerou grande audiência e repercussão. No fim, o conceituado júri decidiu empatar o prêmio máximo entre “A Banda” de Chico Buarque, interpretada por Nara Leão e “Disparada” de Geraldo Vandré e Theo de Barros, interpretada por Jair Rodrigues. No final do ano, Jair Rodrigues, recebe o Troféu Imprensa de Melhor Cantor, Solano Ribeiro de melhor Produtor Musical, Chico Buarque é considerado a Revelação Masculina de TV e o Conjunto Musical Quarteto Novo, formado por Hermeto Pascoal, Airto Moreira, Heraldo do Monte e Theo de Barros , que acompanhou a apresentação de Jair Rodrigues quando cantou brilhantemente “Disparada”, foi considerado o melhor Grupo Musical daquele ano.

Ainda em relação à música na emissora do Dr. Paulo Machado de Carvalho, é importante realçar as premiações ao programa de Wilson Simonal: “Show em Si…Monal” e também a concessão de uma menção honrosa à própria organização do Festival de MPB da emissora.

O ano de 1966  foi marcado também pela Copa do Mundo da Inglaterra e pelo falecimento de grandes brasileiros como Heitor dos Prazeres e Heitor de Andrade, que teve a sua história televisiva documentada e bem retratada pela Galeria de Premiados com o Troféu Imprensa daquele
ano.

Estes importantes jornalistas e críticos de TV emitiram opiniões e premiaram o ano televisivo de ouro que 1966 representou:  Abrão Berman, Adones de Oliveira, Adriano Campanhole, Antonio Brusco, Carlos Soulie do Amaral, Giba Um, Ivone Martins, João Marsherner, José Russo, Liba Frydman, Lourival Gomes, Mário Régis Vita, Moracy do Val, Nilton Nascimento, Plácido Manaia Nunes, Tito Bianchini e Walter Negrão.

Redação

A Pró-TV – Associação dos Pioneiros, Profissionais e Incentivadores da Televisão Brasileira surgiu em 21 de agosto de 1995. Sua finalidade é preservar a memória da radiodifusão nacional e congregar toda classe que representa. Objetiva a criação do Museu do Rádio, da Televisão e das Novas Mídias (também chamado de “Museu da TV”).

 
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