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40 anos atrás uma novela brasileira parou Portugal

E a partir dai nada mais foi do jeito que era antes

No dia 16 de maio de 1977 foi ao ar a primeira novela exibida em Portugal. Era “Gabriela”, a famosa versão para a telinha do livro de Jorge Amado, realizada pela Globo, com Sonia Braga no papel título.

Portugal passava por uma transformação. Com o fim da ditadura salazarista o país ainda se adaptava aos tempos de liberdade e parar na hora do jantar para seguir uma novela era revolucionário e sedutor. E o romance, escrito em 1958, era extremamente inovador, ao apresentar uma mulher infiel como vítima e não como vilã.

O sucesso da novela, exibida pela RTP 1, se espalhou pelo dia a dia dos portugueses e mudou formas de comportamento ao mostrar o que não era visto antes na televisão. “Gabriela” acabou ditando moda, dos penteados, à escolha dos nomes e até da linguagem usada.

Nas aldeias, vilas pequenas e bairros populares as pessoas procuravam os  cafés, as associações de bairro, as cooperativas, para poderem assistir à telenovela. O êxito foi tanto que até as reuniões na Assembleia da República eram interrompidas na hora da exibição.

Quando parte do elenco ia para Portugal, era recebido com festa no aeroporto. Até o primeiro ministro na época, Mário Soares, esteve no aeroporto de Lisboa para recepcionar o elenco numa dessas ocasiões.

Depois de “Gabriela” Portugal passou a consumir as produções brasileiras sistematicamente. O Astro”, “Escrava Isaura”, “O Casarão” e “Dancing Days” destacaram-se na década de 70.

Com o gênero enraizado no gosto da plateia lusitana era claro que um dia surgiria a primeira novela portuguesa. Em 1982 estreia “Vila Faia”. A exibição comprovou o gosto dos portugueses pelos folhetins televisivos, apesar de não ter tido o sucesso que se esperava.

Desde então a ficção televisiva brasileira tem frequentado a tela da tv portuguesa, mas agora competindo com as produções locais.

Nacib e Gabriela, Bogus e Sonia

 

Ator/Atriz
Personagem
Sônia Braga
Gabriela
Armando Bogus
Nacib
Alciro Cunha
Aristóteles Pires
Ana Ariel
Idalina Tavares
Ana Maria Magalhães
Glória
Ângela Leal
Olga Bastos
Ary Fontoura
Doutor Pelópidas
Castro Gonzaga
Doutor Amâncio Leal
Clementino Kelé
Fagundes
Cosme dos Santos
Tuísca
Dina Sfat
Zarolha
Elizabeth Savalla
Malvina Tavares
Eloísa Mafalda
Maria Machadão
Francisco Dantas
Jesuíno Mendonça
Fúlvio Stefanini
Tonico Bastos
Germano Filho
Silva
Gilberto Martinho
Melk Tavares
Hemílcio Fróes
Alfredo Bastos
Hugo Carvana
Argileu Palmeira
Jayme Barcellos
Doutor Ezequiel Prado
João Paulo Adour
Osmundo Pimentel
José Wilker
Mundinho Falcão
Luiz Orioni
João Fulgêncio
Marco Nanini
Professor Josué
Marcos Paulo
Eng. Rômulo Vieira
Maria Fernanda
Dona Sinhazinha
Maria Lúcia Dahl
Jandaia
Mário Gomes
Berto Leal
Milton Gonçalves
Filó
Monah Delacy
Dadá
Natália do Valle
Aurora
Neila Tavares
Anabela Fernandes Prado
Nívea Maria
Gerusa Bastos
Paulo César Pereio
Príncipe Sandra
Paulo Gonçalves
Maurício Caíres
Paulo Gracindo
Ramiro Bastos
Pedro Paulo Rangel
Juca Viana
Rafael de Carvalho
Coriolano
Roberto Bonfim
Chico Chicão
Rubens de Falco
Osório Pimentel
Sônia Oiticica
Sílvia Bastos
Stênio Garcia
Felismino
Thelma Reston
Arminda
Tonico Pereira
Chico Moleza

 

Em 13-05-2017 / M.A.Z.

Redação

A Pró-TV – Associação dos Pioneiros, Profissionais e Incentivadores da Televisão Brasileira surgiu em 21 de agosto de 1995. Sua finalidade é preservar a memória da radiodifusão nacional e congregar toda classe que representa. Objetiva a criação do Museu do Rádio, da Televisão e das Novas Mídias (também chamado de “Museu da TV”).

 
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