MUSEU DA TV

Uma família que nasceu no subúrbio carioca e conquistou o Brasil



No final de outubro de 1972, a TV Globo levou ao ar, pela primeira vez, o seriado “A Grande Família”, inicialmente escrito por Max Nunes e Roberto Freire, com direção do também ator Milton Gonçalves, e baseado em um original americano produzido pela rede de TV CBS.

Cinco meses depois o novo seriado registrava boa audiência, mas a direção da TV Globo percebeu que o programa poderia render ainda mais e chamou Paulo Afonso Grisolli para assumir a direção e Oduvaldo Vianna Filho e Armando Costa para roteirizarem e adaptarem as novas histórias, agora com essa família morando no subúrbio carioca e vivendo problemas da nossa realidade.

Em menos de dois meses, as mudanças surtiram efeito e o programa passou a ser líder de audiência em todas as praças onde era exibido. Surgia assim um verdadeiro campeão de audiência da emissora carioca. E não só em termos de índices, mas também de longevidade na tela.

Aquela “grande família”, digna representante da nossa classe média baixa, era formada nessa época por Lineu, um veterinário sempre em dificuldade financeira; sua esposa Nenê, uma supermãe; o filho Junior, um estudante esquerdista e contestador; Tuco, o filho mais novo, um hippie desligado do mundo; a filha Bebel que nada fazia e seu marido Agostinho, um folgado garçom que vivia aprontando pelo bairro, além do avô Floriano, um velho ranzinza que dormia na sala da casa e achava que o sofá era só dele.

O seriado passou por alguns problemas sérios nos seus bastidores, mas isso não afetou os programas que iam para o ar e o público nem sentia essas dificuldades. A primeira foi a morte repentina do autor Oduvaldo Vianna Filho, vitimado por um câncer. Rapidamente ele foi substituído por Paulo Pontes, que procurou manter as características das histórias.

Depois veio a briga da atriz Djenane Machado, que interpretava a Bebel, com a direção da emissora, e que resultou no seu afastamento e substituição repentina, em agosto de 1973, de um programa para outro, por Maria Cristina Nunes.

A última crise foi a doença de Paulo Pontes, também diagnosticado com câncer e temporariamente afastado do programa, que saiu do ar em abril de 1975, logo depois que os episódios passaram a ser exibidos em cores.

Com Jorge Dória como Lineu; Eloisa Mafalda como Nenê; Osmar Prado vivendo Junior; Luiz Armando Queiroz no papel de Tuco; Paulo Araújo como Agostinho; Djenane Machado e depois Maria Cristina Nunes interpretando Glorinha e Brandão Filho como o velho Floriano, “A Grande Família” marcou a teledramaturgia da TV Globo e voltou ao ar reestruturado, em 2001, ou seja, 25 anos depois.

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