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MARLY BUENO


Marly Bueno se chama Amália Angelina Marly D’Angelo. Toda a origem da família é italiana. O pai Domingos e a mãe Alice o que queriam para as filhas Marly e Miriam, era que fossem boas esposas e boas donas de casa. Nascidas em São Paulo, as duas, porém, foram para a televisão. Marly nasceu em 11 de junho de 1933.

Bonita desde sempre, estudou em colégio próprio para moças, onde aprendeu, além das matérias oficiais,a bordar, a cozinhar, etiqueta, etc. Começou a trabalhar cedo. Tinha treze anos quando foi ser secretária de um tio. A irmã, Miriam, porém, começou a trabalhar em rádio e Marly a acompanhava. Dali a ser chamada para um teste, foi um pulo. Alta, grande, demonstrava mais idade. Participou de um concurso de “Miss Televisão”, ao lado de profissionais, e tirou o segundo lugar. Depois, começou a ser garota propaganda e à seguir, atriz e apresentadora de programas. Tudo isso na Televisão Tupi de São Paulo. E quem a encaminhou foi Lolita Rodrigues, que é grande amiga de Marly ,até os dias de hoje.

O nome Marly Bueno foi escolhido por Ribeiro Filho, grande personalidade do rádio e televisão da época. Mas Marly logo foi para a Rádio Excelsior. Sua voz grave a ajudava. Voltou, porém, para a TV Tupi, e participou de muitos “TVs de Vanguarda”. Trabalhou em emissoras do Brasil inteiro. Diz Marly: “Eu era muito jovem e muito inquieta. Mudava todo dia de lugar”. Estava ora em São Paulo, ora no Rio, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre, Recife. E começou sua fase também de apresentadora de programas e de desfiles de moda. Era chamada constantemente para eventos, pois era bonita, vaidosa, desembaraçada e dona de uma voz grave e sensual. Foi considerada por muitos, a moça mais bonita da televisão.

Quando em Recife conheceu aquele que viria a ser seu marido, o jornalista Hilton Marques, com quem teve uma filha, e com quem foi casada por 25 anos. Quando se casou, Marly deixou a televisão. Achou melhor ficar só em casa. Não agüentou muito e aceitou um convite de Helena Rubinstein para apresentar o Concurso de Miss Brasil. Isso Marly fez por mais de 10 anos. E, às vezes, até dentro de estádio esportivo, para 30 ou 40 mil pessoas. “Uma emoção” , diz Marly. Com o passar do tempo, porém, e vindo a separação, Marly voltou à televisão. Fez várias trabalhos, na Globo: a minissérie “O Portador”, em 1991 e as novelas “Felicidade”, de 1991; “Quatro por Quatro”, de 1995; “História de Amor”, também de 1995. Em 1998, já na TV Record, a novela “Estrela de Fogo”. Em 1997, de volta a TV Globo, fez a novela “Por Amor”. Depois, fez “Laços de Família”, em 2000; “Coração de Estudante’, em 2002; “Mulheres Apaixonadas” em 2003; a minissérie “Um Só Coração” em 2004; a novela “América” e o especial “Os Amadores”, em 2005. E a novela “Páginas da Vida”, de 2006. Ai então, transferiu-se para a TV Record, onde fez “Poder Paralelo”, em 2009. E a minissérie “Rei Davi”, em 2012, seu último trabalho.

Em 1998, foi convidada para participar de um filme ao lado de Antony Queen. O filme é brasileiro, mas contrataram o grande astro internacional para o estrelar. É o filme: “Oriundi”, sendo que o papel de Marly é o de governanta-amante de Queen. “Foi uma grande realização, estar ao lado dele, aprender com ele, que jáestava com 82 anos, e ainda sentia as vibrações e o nervosismo, ao entrar em cena, exatamente como eu”. Depois deste grande filme, fez ainda “Fica Comigo Esta Noite” em 2006, “Inesquecível”, em 2007 e “A Mulher Invisível”, em 2009.

Faleceu em 12 de abril de 2012, aos 78 anos.

 
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