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MARCOS REY


O nome de Marcos Rey é Edmundo Donato. Filho de um livreiro, irmão de um romancista, teve ele contato com livros desde pequeno. “E com aparas de papel”, com o que gostava de brincar em menino. Nasceu em São Paulo, capital, em 1925. E ele é “todo São Paulo”. Foi aqui que viveu por toda sua vida, com “escapadelas” todo ano, pelo resto do mundo. Marcos não foi bom aluno, nem chegou à Faculdade de Direito, como era o sonho de seus pais. É que bem jovem começou a ganhar uns dinheirinhos com contos, que publicava aqui e ali.

E depois, como seu irmão Mario Donato era diretor de redação do O Estado de São Paulo e a Folha de São Paulo, Marcos mais jovem, fazia reportagens para ele. Coisas assim, como: “A história do violão” , “A história da Homeopatia” . E estava já selado o destino de Marcos: free-lancer em jornais. Passou logo para as emissoras de rádio. Foi da Excelsior, da Nacional, da Tupi, sempre em São Paulo. E aí, como uma decorrência, foi para a televisão, o veículo que havia nascido alguns anos antes.

Fez muitos roteiros para a TV. Sem esquecer da literatura, que era sua meta publicar livros, enveredou direto na televisão. Na verdade, já em 1953 havia lançado seu primeiro livro: “Gato no Triângulo”. Corria as livrarias, queria realmente ser escritor. Passou também para a publicidade, tendo pertencido ao departamento de criação das principais delas. O Golpe Militar de 64 o deixou em dificuldades. E ele já estava casado com Palma, que até chegouespontaneamente, a vender seu carro, para que o marido saísse de todos os seus mil empregos, e se dedicasse só à literatura.

E assim ele teve mais de 40 livros publicados, e alguns com tradução para diversos idiomas. Foi ainda muito bem recebido, quando enveredou para a literatura juvenil. Depois tornou-seacadêmico. Ganhou uma cátedra na Academia de Letras. Seus principais livros: “Café na cama”, Memórias de um gigolô” , “O enterro da cafetina” , e tantos outros. Na televisão sua marca registrada foram as cenas curtas, modernas, como as de um pintor,as pinceladas. Marcos Rey teve uma característica própria.: misturar sempre o drama ao humor. Mesmo quando se conversava ele era assim. Sorria da coisa séria, e ficava sério, com as coisas engraçadas. Teve uma personalidade ímpar e foi muito feliz, no meio de seus milhares de livros, ao lado de Palma, sua eterna companheira.

Marcos Rey faleceu em1º de abril de 1999.

 
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