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CÉSAR MONTECLARO


Renato Augusto de Monteclaro Cesar era o nome de Cesar Monteclaro. Seu pai, Francisco Romeiro Cesar era fiscal do Imposto do Consumo, funcionário público federal. E sua mãe Evangelina, uma dona de casa que enviuvou muito cedo e teve que educar os filhos fazendo docinhos “para fora”, como se dizia na época. Evangelina tinha nove filhos e o mais velho tinha 16 anos quando o marido morreu.

Cesar Monteclaro nasceu em 27 de fevereiro de 1926, na cidade de Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, em São Paulo. A situação da família, que era esplendida, até o falecimento do pai, quando ficou muito difícil. Por orientação do avô Faustino, o garoto que queria fazer a carreira militar, apresentou-se na Escola de Cadetes, mas não foi aceito, por ser magro demais. Dono de uma voz bonita, interessou-se por rádio. Foi ser locutor numa estação de Auto-falantes de Taubaté. E depois, quando já foi para a Capital, apresentou-se na Rádio Panamericana, que estava para inaugurar. Foi aceito e tornou-se locutor de rádio.

Era o ano de 1944, e ele estava com 18 anos, e muito feliz. Um ano após, acompanhando seu chefe Oduvaldo Viana, transferiu-se para a Rádio Difusora de São Paulo, já então como galã, em novelas de rádio teatro. Essas eram a coqueluche da cidade. Monteclaro lembra-se de algumas, como: “Fatalidade” , “Renúncia” , “Predestinada” , “Pelos caminhos da vida” e inúmeras outras. Seus colegas da época eram: Nélio Pinheiro, Sonia Maria Dorce, Vida Alves, Dias Gomes, Mario Lago, e tantos outros.

Embora não existissem muitos jornais e revistas especializadas, Cesar Monteclaro era sempre identificado, por sua voz magnífica, onde quer que estivesse. E o assédio feminino se fazia sentir. Foi quando chegou a televisão. Foi inaugurada a TV Tupi, e para ela foram transferidos os elementos de rádio. Mas Cesar Monteclaro “não morreu de amores” pelo novo veículo, já que se sua voz era perfeita, e ainda que fosse um “galã”, era magro demais e de rosto anguloso, não era enfim, um tipo fotogênico. Mas continuou em rádio, já que as radionovelas subsistiram por vários anos. E na televisão ligou-se à parte diretiva e administrativa.

Ficou sendo Diretor Adjunto de Cassiano Gabus Mendes, que era Diretor Artístico. E, vez por outra, sua voz aparecia em programas de televisão, em crônicas, noticiários, avisos. Até que rosolveu “meter a cara”e passou a apresentar “Edição Extra” e outros noticiários. Era ali um “fac-totum”. E aí foi ficando até o fechamento da TV Tupi, em 1981.

Desde muito, por sua amizade com o Deputado Ulisses Guimarães, Cesar Monteclaro foi nomeado Delegado Regional do Ministério da Industria e Comercio de São Paulo. Cesar havia se formado em Direito na Faculdade do Largo São Francisco e, mais tarde, passou a ser procurador do IPESP, sendo hoje já aposentado nesse cargo. Casado por duas vezes, na primeira com Maria Aparecida, e na segunda com Ângela, teve quatro filhos, um do primeiro casamento e três do segundo. No final da vida fez locução de comerciais importantes como o do chocolate Twix e do enxaguante bucal Listerine.Mas seu prazer maior sempre foi estar com a família, reunindo filhos e netos.

Foi ainda, por muitos anos, o vice-presidente da Pró-TV.

Faleceu em 25 de março de 2016.

 
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