Museu da TV, Rádio & Cinema

Paulo Bomfim, símbolo da nobreza poética paulista



Paulo Lebeis Bomfim nasceu em São Paulo, em 30 de setembro de 1926.  Elegante, culto e refinado, estreia ainda na década de 1940 no Jornalismo pelo Correio Paulistano e na Literatura, com a obra “Antonio Triste”. Tanto na atividade jornalística como na arte poética é muito aclamado pelos seus pares.

Na inicial década da Televisão no Brasil, Paulo Bomfim já trabalhando nos dois jornais de Assis Chateaubriand em São Paulo, o Diário de São Paulo (coluna Luz e Sonhos) e o Diário da Noite (coluna Notas Paulistas), passa a também trabalhar na TV Tupi canal 3, nos Programas “Bomfim e o Livro” e também no Telejornal “Mappin Movietone” que era apresentado pelo jornalista Kalil Filho.

Vem a década de 1960, e Paulo Bomfim participa da inauguração da TV Cultura, canal 2 de São Paulo, com o programa “Universidade na TV”, ao lado do pintor Oswald de Andrade Filho e do professor Heraldo Barbuy, além de ser o apresentador do “Mappin Movietone”, que passou a ser exibido pela TV Paulista.

Em 1962, recebeu o Premio Roquette Pinto como o Melhor Apresentador de Telejornal.. Também concorreu na qualidade de escritor à primeira edição do Troféu Juca Pato da União Brasileira de Escritores (UBE). Bomfim concorreu com o seu livro “Antologia Poética” e recebeu votação de destaque.

No ano seguinte, Paulo Bomfim tomou posse na cadeira nº 35 da Academia Paulista de Letras, em sucessão ao professor Plinio Ayrosa. Amigo dos três últimos Príncipes da Poesia Brasileira: Olegario Mariano, Guilherme de Almeida e Menotti del Picchia e grande admirador dos dois primeiros Olavo Bilac e Alberto de Oliveira, Paulo Bomfim foi eleito o sexto Príncipe dos Poetas Brasileiros em 1991.

Em 1981, foi eleito com 309 votos o Intelectual do Ano pela União Brasileira de Escritores e recebeu o Troféu Juca Pato. É mister recordar que Paulo Bomfim foi um dos fundadores da UBE em 17 de janeiro de 1958,  sendo o afiliado com o nº. Nesse mesmo ano, ingressa no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, sob a inscrição nº 1662.

Também histórico divulgador da Literatura Nacional, Paulo Bomfim foi critico literário do jornal carioca Diário de Notícias e na Radio Gazeta (PRA-6), criou com o amigo Fernandes Soares,  o Programa “A Hora do Livro”, bem como falava sobre literatura no programa “Revista Feminina”, apresentado por Maria Thereza Gregori na TV Tupi de São Paulo e também no “Programa Silveira Sampaio” na TV Paulista.

Durante o seu longo trabalho no matutino A Gazeta, sempre promoveu a Literatura e as demais Artes, inclusive tendo um programa cultural próprio na TV Gazeta, canal 11 de São Paulo, em 1971, intitulado “A Outra Face”.

Também grande apreciador da MPB, Bomfim foi o presidente do júri do V Festival de Musica Popular Brasileira, exibido em 1969,  pela TV Record, que consagrou o talento do compositor Paulinho da Viola com sua criação musical, “Sinal Fechado”.

Paulo Bomfim também ajudou a criar o Sindicato dos Radialistas de São Paulo, em 1962, e desde a década anterior estava ligado ao Sindicato dos Publicitários e Profissionais de Rádio, tendo inclusive sido o Diretor da Biblioteca dessa entidade sindical paulistana. Em 22 de abril de 1970 teve seu nome eternizado como patrono  da Biblioteca Pública da litorânea cidade paulista de Itanhaém.

O Poeta da Paulicéia Contemporânea partiu em 7 de julho de 2019, com longevos 92 anos, deixando uma obra consagrada e premiada. Com certeza ele está declamando ao Pai Eterno suas criações da lírica cantada, transfigurada e imaculada!

Viva Paulo Bomfim!

Por Fábio Siqueira.

Rodolfo Bonventti

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