Museu da TV, Rádio & Cinema


JOSÉ PARISI


José Parisi nasceu em São Paulo, capital, em 1917, no bairro do Brás. Descendente de italianos, deles herdou um temperamento extrovertido e uma garra de viver e trabalhar enorme. Freqüentava todos os recantos do Brás, inclusive a igreja, pois a família era católica. Falavam todos um português italianado, com sotaque forte, pois os mais velhos preferiam só falar italiano. José Parisi estudou, trabalhou e descobriu sua vocação artística.

Nisso foi influenciado pelo pai, por incrível que pareça, que era analfabeto, mas tinha amor por livros. Assim comprava-os e pedia ao filho que os lesse em voz alta para ele, e para uma pequena platéia familiar. Ele fez com que o menino fosse soltando a voz, aprimorando a dicção Além disso José Parisi acompanhava um tio do interior, quando vinha à capital, em passeios por teatros e cinemas. Assim, embora tivesse como profissão ser classificador de grãos, na Bolsa de Cereais, um dia apresentou-se para um teste com Maria Della Costa, grande estrela da época.

E ganhou o papel para fazer: “Depois da Queda”, peça que fez muito sucesso. Entre o público, já na estréia, estava Dermival Costalima, diretor geral das Emissoras Associadas, que gostou do rapaz, de sua postura, pois ele era realmente bonito, alto, elegante, como de sua voz. Isso foi em 1946, e Parisi foi contratado para o rádio e anos depois, para a televisão, que chegava. Meu Parisi preferiu ficar no rádio , o que foi bem apreciado por Costalima. Mas isso durou pouco. Sua figura, seu porte, o induziam a fazer televisão. E assim ele fez Grandes Teatros, Tvs de Vanguarda e inclusive participou da primeira novela da TV: “Sua Vida me Pertence”, de Walter Forster.

Fez papeis maravilhosos, sempre se aprimorando mais. Mas sua grande chance apareceu, quando Péricles Leal lançou o “Falcão Negro”, herói de capa e espada, que transformou o jovem Parisi no herói da garotada. Mas ele levava tão à sério as lutas e as cenas da televisão, que várias vezes, ele e os parceiros, terminaram suas noites no Hospital das Clínicas, onde tinham que ir, para os curativos finais. O “Falcão Negro “era um herói medieval, que defendia os pobres e oprimidos. E o ator não aceitava dublê para nada. Era tudo feito por ele mesmo. Todos o amavam e o respeitavam. José Parisi, porém, casou-se cedo, em 1940.

E ficou casado por mais de 40 anos, apesar de ser um relacionamento complicado, pois quando ele se casou era um simples selecionador de cereais, e depois passou a ser um herói nacional. Nem o próprio Parisi estava preparado para tanta fama. Assim mesmo o casamento durou até sua morte. O casal teve dois filhos: José Parisi Filho, e Margareth D’Andréia. Dona Dirce, a esposa de Parisi, era uma verdadeira esposa, uma grande dona de casa, e esteve ao lado do marido, enquanto ele viveu.

O seriado “Falcão Negro” ficou mais de 8 anos no ar. E é lembrado até os dias de hoje. José Parisi como profissional também o é, pois sua principal característica era a honestidade , a gratidão e o sentido de união com os colegas. Trabalhou em muitas peças teatrais e no filme: “O Sobrado”, que foi um enorme sucesso. Ele participou de vários outros filmes.

José Parisi veio a falecer em 1993. Ele representava realmente o “espírito de união “, da antiga Televisão Tupi.

 
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