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Transmissão do Miss Brasil era audiência garantida



O concurso de Miss Brasil se tornou oficial a partir de 1954, quando um grupo de empresários cariocas, a empresa Maiôs Catalina e os Diários Associados se uniram para a realização do mesmo. E o primeiro Miss Brasil oficial marcou também a criação de uma “mania” nacional anual com a conquista do título pela baiana Maria Martha Hacker Rocha, que se tornou nacionalmente conhecida como Martha Rocha, a nossa favorita no Miss Universo 1954, e que perdeu o título para a norte-americana Miriam Stevenson por apenas duas polegadas a mais nos quadris.

A transmissão do desfile feita da boate do Palácio Quitandinha, em Petrópolis, no Rio de Janeiro, foi ainda muito amadora, mas o segundo lugar de Martha Rocha no Miss Universo ganhou o país rapidamente e fez não só a fama absoluta da baiana, que passou a ser referencia mundial da beleza da mulher brasileira, como fez com que a TV Tupi descobrisse no evento um grande momento para alavancar a sua audiência.

Foi assim que, no segundo concurso, realizado em 1955, ainda do Hotel Quitandinha, os Diários Associados entraram com tudo na promoção e transmissão do evento com exclusividade. Nas décadas de 1950 e 1960, a cobertura do Miss Brasil pela TV e pela imprensa escrita se tornou o segundo maior evento, perdendo apenas para a Copa do Mundo.

Ao levar o concurso para a cidade do Rio de Janeiro, em 1958, a TV Tupi viu sua audiência no dia do desfile e na semana que o antecedia, quase triplicar, tamanho era o interesse das famílias em acompanhar quem seria a nova representante da beleza da mulher brasileira.

Em 1958 com a eleição da carioca Adalgisa Colombo; em 1963 com a vitória da gaúcha Ieda Maria Vargas, que se tornaria a primeira miss Brasil oficial a conquistar também o título de Miss Universo; em 1965 com a conquista da carioca Maria Raquel de Andrade, e em 1968, quando outra baiana, Martha Cordeiro de Vasconcellos, se tornou Miss Brasil e depois Miss Universo, a transmissão do concurso pela TV Tupi e a cobertura pelas revistas “O Cruzeiro” e “Manchete”, bateram recordes de audiência e de vendagens.

Em 1969, o concurso era esperado com muita ansiedade já que havíamos conquistado por duas vezes o Miss Universo pelas mãos de uma gaúcha e de uma baiana. E a vitória coube a uma tímida loira Vera Lúcia Fischer, de origem alemã, de beleza e corpo esculturais, e que vinha lá do Vale do Itajaí, em Santa Catarina. Ela não teve muito sucesso no Miss Universo daquele ano, mas depois que entregou o manto e a coroa no ano seguinte, foi aos poucos se transformando em uma das mulheres mais desejadas do país e virou estrela da TV e do cinema apenas como Vera Fischer.

A derrocada dos Diários Associados na década de 1970 também fez com que o concurso perdesse um pouco do seu charme e do interesse do público, que lhe foi fiel até a metade da década de 1970 e o redescobriu nos últimos anos como um evento da televisão brasileira. A TV Tupi só passou a fazer a transmissão nacional do concurso justamente a partir da vitória de Vera Fischer. Até então ele ia ao vivo apenas para o Rio de Janeiro e os outros estados o viam no dia seguinte, em VT.

Foi o SBT que assumiu o concurso a partir do fechamento da TV Tupi e deteve os direitos de transmissão até 1989. Houve um hiato até 1997, quando então o evento voltou a ser transmitido ao vivo, inicialmente pela Rede Manchete, depois pela TV Record e, a partir de 2003, pela Rede Bandeirantes de Televisão.

Nomes como Paulo Marx, Marly Bueno, Murilo Nery e Homero Salles são referencia quando falamos nas transmissões dos concursos de Miss Brasil. Os três primeiros pela postura e pelas corretas apresentações do evento, e Homero por ter dirigido vários deles para a TV.

Redação

A Pró-TV – Associação dos Pioneiros, Profissionais e Incentivadores da Televisão Brasileira surgiu em 21 de agosto de 1995. Sua finalidade é preservar a memória da radiodifusão nacional e congregar toda classe que representa. Objetiva a criação do Museu do Rádio, da Televisão e das Novas Mídias (também chamado de “Museu da TV”).

 
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