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MARIA APARECIDA BAXTER


Maria Aparecida Baxter nasceu em circo. Seu pai, sua mãe, avô, avó, todos eram de circo. A mãe era a “rainha do copofone” (copos de cristal, de onde ela, ao tocá-los, tirava toda espécie de sons). Os nomes dos pais eram Floripes e José Pedro de Oliveira. Maria Aparecida nasceu a 03 de dezembro de 1918, em Carmo de Paranaiba, Minas Gerais.

Com poucos meses já estava em cena. E, embora tenha atingido outras esferas, como o teatro, o cinema e principalmente a televisão, a verdade é que jamais deixou a arte. Houve, porém, um tempo, em que a mãe, querendo que a filha estudasse, o circo ficou em São Paulo, e a garota no Colégio Santa Inês. Ali aprendeu de tudo, inclusive música e pintura. Mas ela voltou ao circo e apresentava-se no trapézio, no arame e nas “pantomimas”.

Foi numa dessas peças, que conheceu um “mocinho bonitinho”, que viria a ser seu namorado, e com quem ficou casada mais de 61 anos. O nome dele é Jarbas Savala Baxter. Ele era ginasta e também “galã” das pecinhas. Constituiu família, teve três filhas, mas encantou-se com a televisão. Apresentou-se um dia à TV Paulista (hoje TV Globo) e foi aprovada como “extra”. Começou, logo em seguida, a fazer “Quando vovó tinha 20 anos” , em que contava historinhas para as crianças. Começou fazendo vovó. Estava, na época, com 40 anos. Fez sucesso.

Depois foi para a TV Record e ali foi escolhida pela Cia. União de Refinadores para ser “Garota Propaganda” do Açucar União. Desbancou todas as jovens apresentadoras. Gostavam mais do tipo alegre e maternal de Aparecida Baxter. E continuou sempre com sucesso. Poder-se-ia dizer que ela era a Xuxa da época. Passou para novelas. Fez “Éramos Seis”. Irrequieta que era, foi também para o Teatro. O T.B.C. a chamou. E, numa das apresentações foi visitada no camarim por Café Filho, Presidente da República da época. Foi depois para a TV Cultura e para a TV Excelsior. E ali voltou a ter um programa só seu: “Quem quiser que conte outra”.E o programa “Tita recebe” , em que era mestre de cerimônias.

Seu grande sucesso, porém, aconteceu na novela “Redenção”, a mais longa novela de todos os tempos, montada pela TV Excelsior. Nela, Maria Aparecida Baxter fazia a “fofoqueira Marocas”. E ela, ainda que “odiada”, pois intrigava todo mundo, era também adorada pelos fãs, que aguardavam sempre ansiosos a aparição de Marocas. Seu sucesso alcançou o Brasil inteiro e Aparecida Baxter viajou à toda parte, sendo sempre recebida com honras e homenagens. Fez outras novelas, como por exemplo, “Legião dos esquecidos”, “Dom Camilo”, isso já na TV Tupi, para onde se dirigiu.

Aparecida Baxter também montou uma escola de teatro, e encaminhou à cena vários artistas. Era sempre destemida, e por isso mesmo, por várias vezes, foi fazer solicitações ao Presidente da República, representando a classe artística.Por 10 anos foi presidente da Comunidade Domitila, de seu bairro em S.Paulo, e para a comunidade conseguiu muita coisa, tais como: escola, ginásio, creche, hospital. Maria Aparecida Baxter, sempre ao lado do marido, sempre irrequieta e feliz, dizia: “Agradeço a Deus, por tanto que me deu nesta vida. Mas ainda quero mais.

Embora esteja hoje (1998- foi quando deu o depoimento) com 80 anos, quero arranjar dinheiro para produzir um filme. E hei de conseguir. Acho o brasileiro corajoso, belo, generoso, safado e quero retratá-lo num filme meu. Sei que vou conseguir. Afinal, quem sonha com firmeza e determinação, consegue tudo que quer”. Essafoi Aparecida Baxter, a irrequieta e eternamente jovem Aparecida Baxter.

Maria Aparecida Baxter faleceu em 12 de setembro de 1999, aos 80 anos.

 
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