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Temas sociais dominavam “A Fábrica” em 1971



A novela “A Fábrica”, escrita por Geraldo Vietri para a TV Tupi em 1971, foi a primeira experiência novelística a ter como tema central as relações sociais entre patrões e empregados. Um tema difícil para a época, em que o regime militar ainda imperava no Brasil, e a Censura Federal estava de olho em tudo que se produzia.

Mas Vietri e a Tupi resolveram encarar a situação em busca de uma maior audiência para a emissora no horário das 19h. E assim a novela estreou com ampla divulgação em 1º de março de 1971, ficando um ano em exibição, e provocando a “fúria” do autor, que teve que estender a história por mais três meses, a pedido da emissora.

Se não foi um dos maiores sucessos da emissora e do autor, serviu para introduzir temas mais polêmicos e que faziam parte do dia a dia de boa parte dos telespectadores de então da TV Tupi. Trouxe de volta o par central de outro sucesso, “Nino, o Italianinho”: Juca de Oliveira e Aracy Balabanian, ambos muito bem, principalmente Aracy que desta vez era a milionária Isabel, dona da fábrica do título, viúva, e que acabava se apaixonando pelo líder dos empregados, Fábio, vivido por Juca de Oliveira.

Novamente a Tupi reunia um grande elenco dirigido também por Vietri, onde a maior surpresa era a presença de Nicette Bruno em um grande trabalho como a professora Clara e que, surpreendendo o público, é quem terminava a novela ao lado de Juca de Oliveira. Ao que tudo indica, uma “vingança” particular de Vietri com a emissora já que ele havia se recusado inicialmente a prorrogar a história por mais três meses. Foi assim, o primeiro final de novela em que o par central não terminava junto e feliz.

Ao lado de Juca, Aracy e Nicette, quem também se destacou foi o casal vivido por Lima Duarte e Lúcia Mello, que ganhou maior importância no final da novela. Mas o grande elenco ainda tinha em destaque os nomes de Joana Fomm, Hélio Souto, Geórgia Gomide. Diná Lisboa, Elias Gleiser, Gian Carlo, Marcos Plonka, Marisa Sanches, Guy Loup, Paulo Figueiredo, Bibi Vogel, Flamíneo Fávero e Graça Mello, entre outros.

Rodolfo Bonventti

Rodolfo Bonventti

 
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