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Para competir com o Roquette Pinto surge o Troféu Imprensa



O Prêmio Roquette Pinto já era uma tradição na televisão brasileira e era transmitido ao vivo pela TV Record, quando, em 1961, o jornalista Plácido Manaia Nunes (1934-2007), resolveu criar o Troféu Imprensa para premiar os destaques da televisão brasileira.

Os artistas das outras emissoras reclamavam que os vitoriosos do Roquette Pinto eram sempre aqueles profissionais, programas e produções da TV Record. Com o surgimento do Troféu Imprensa, acirrou-se a disputa para ver quem eram, efetivamente, os melhores profissionais da televisão brasileira, ano a ano.

Nos seus primeiros anos, o Troféu Imprensa era definido após uma reunião entre o jornalista Plácido Manaia Nunes e vários outros jornalistas que representavam os principais veículos de comunicação da cidade de São Paulo. Essa reunião acontecia sempre no Sindicato dos Jornalistas do Estado.

Plácido, que também dirigia a revista Melodias, conseguiu convencer a Rede Tupi, a TV Excelsior e a TV Paulista a transmitirem, ao vivo e simultaneamente, a cerimônia de premiação aos melhores de 1961. Era o início vitorioso de um prêmio que hoje é o mais importante da televisão brasileira.

No seu primeiro ano, o Troféu Imprensa premiou Murilo Amorim Correa (1926-1997) como o melhor humorista; Elizeth Cardoso (1920-1990) foi a melhor cantora; José Carlos de Moraes, o Tico-Tico (1922-1999), o melhor repórter de TV; Maria Tereza (1936-1999), a melhor comediante feminina; Nilton Travesso, o melhor diretor de TV; Walter Abrahão venceu na categoria locutor esportivo; Blota Junior (1920-1999) foi o melhor apresentador enquanto Bibi Ferreira vencia como a melhor apresentadora; Silvio Caldas (1908-1998) levou o prêmio de melhor cantor e os atores Laura Cardoso e Leonardo Villar foram os melhores do ano pelos teleteatros realizados na TV Tupi.

Em 1962, os premiados foram Chico Anysio (humorista), Idalina de Oliveira (garota-propaganda), Isaurinha Garcia (cantora), Mauro Guimarães (repórter de TV), “Repórter Esso” (telejornal), Zilda Cardoso (comediante), David Grinberg (diretor de tv), Cyro Del Nero (cenógrafo), Ary Silva (comentarista esportivo), Silveira Sampaio (comentarista político), Raul Tabajara (locutor esportivo), Blota Junior (apresentador), Hebe Camargo (apresentadora), “Vigilante Rodoviário” (programa), Pery Ribeiro (cantor) e Laura Cardoso e Percy Aires como atores.

Em 1971, Silvio Santos, que foi um grande amigo de Plácido Manaia, comprou os direitos de premiação e passou a apresentar e a produzir anualmente o Troféu Imprensa.

Por  Rodolfo Bonventti

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