Museu da TV, Rádio & Cinema

Hélio Souto, ator presente em cinco décadas da TV



Hélio Coutinho, que adquiriu o nome artístico de Hélio Souto, nasceu no bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro, em 25 de março de 1929. Com vinte anos trabalha em seu primeiro filme, “Garota Mineira”, produzido pela Guarani Filmes de Belo Horizonte, onde trabalha com Vera Nunes e Fregolente, sob a direção de João Leopoldo.

Em 1951, já estava contratado pela Companhia Cinematográfica Maristela, de propriedade de Mario Audrá, onde trabalhou ao lado de Procópio Ferreira e Henriette Morineau, no aplaudido “O Comprador de Fazendas” de Alberto Pieralise, baseado na obra literária de Monteiro Lobato. Em 1953, também torna-se pioneiro da Companhia Cinematográfica Multifilmes, de Mário Civelli, onde se destaca no filme dirigido por Armando Couto, “O Homem dos Papagaios”, onde volta a trabalhar com Procópio.

Em 27 de setembro do mesmo ano, Hélio Souto é um dos fundadores da TV Record, canal 7 de São Paulo, onde começa a trabalhar no núcleo dirigido pelo professor e crítico teatral Miroel Silveira.

Durante os dez anos subsequentes a sua estréia televisiva, Hélio trabalhou em vários Teleteatros na Record e também na TV Paulista e na TV Tupi, e em 1964, é contratado pela TV Excelsior, canal 9 de São Paulo, para ser o galã da novela que estava sendo produzida, escrita pela mestra Ivani Ribeiro, intitulada “A Moça que Veio de Longe”, com direção de Dionisio Azevedo e tendo como protagonista, Rosamaria Murtinho. O casal central, Raul e Maria Aparecida, caiu no encanto do público e Hélio Souto ganhou o Premio Roquette Pinto de Melhor Ator daquele ano. Foi a primeira de três novelas que atuou na Excelsior.  .

Na TV Tupi, canal 4 de São Paulo, foram duas décadas de dedicação e só de novelas escritas pelo mestre Geraldo Vietri, ele trabalhou em seis. Ainda na TV criada por Assis Chateaubriand, trabalhou sob a batuta  de grandes pioneiros como Cassiano Gabus Mendes, Wanda Kosmos, José Parisi e Walter George Durst.

Em 1960, o ator surpreende ao se lançar como diretor de Cinema, com “Conceição”, uma fita policial, onde trabalham Norma Benguell, Anik Malvil, Mario Benvenutti e Wilson Miranda, com a presença na equipe técnica do pioneiro da TV, Álvaro de Moya, seu amigo desde os tempos da TV Paulista.

Muito querido pelos seus colegas e admirado pelo grande público, Hélio Souto trabalhou em 33 novelas, escritas pelos mais diferentes autores, e foi dirigido por inúmeros profissionais, em cinco décadas de importantes atuações na TV. Ele trabalhou também na TV Bandeirantes; na TV Cultura; na Rede Manchete e no SBT.

Em 1977, na Rede Globo de Televisão, atua no sucesso das 19 horas, “Locomotivas”, de Cassiano Gabus Mendes com direção de Regis Cardoso. Nos anos 1980, trabalha em duas novelas ganhadoras do Troféu Imprensa: “Guerra dos Sexos” de Silvio de Abreu, com direção de Guel Arraes e Jorge Fernando em 1983  e “Brega & Chique” de Cassiano Gabus Mendes com direção de Jorge Fernando em 1987.

Também muito atuante nos palcos, trabalhou com referências teatrais como Marilia Pêra, Bráulio Pedroso e Marcos Caruso.

Hélio Souto foi um dos pioneiros na consolidação do Museu da Televisão, ao lado de sua amiga da TV Tupi, Vida Alves. Ele foi o sócio nº 100  da PRÓ-TV e faleceu na cidade de Atibaia, no interior de São Paulo, em 05 de outubro de 2001, aos 72 anos.

Grande artista, Hélio Souto é merecedor de todas as homenagens. Viva Hélio Souto!

Por Fábio Siqueira

Rodolfo Bonventti

 
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