Museu da TV, Rádio & Cinema

Como  vai, como vai, como vai?



Os paulistas fãs da tv, de mais vivência digamos assim, recordam com carinho do “Cirquinho do Arrelia” que a TV Record exibiu de 1955 a 1966. O saudoso palhaço Arrelia e sua trupe fizeram parte do cotidiano das famílias da época. E uma marca registrada ficou para sempre, o bordão cantado por ele: “Como vai, como vai, como vai? Eu vou bem, muito bem…bem…bem!”. Quem viu, ouviu, não esquece.

Arrelia aderiu a tv desde seu início. Ele participou de (pouco registrados) programas-teste da Tupi SP, que aconteceram no começo de 1950.  O seu “Cirquinho” foi montado incialmente na TV Paulista e logo foi para a Record onde se consagrou. Arrelia e seu fiel parceiro Pimentinha fizeram sucesso também no cinema e nas revistas em quadrinhos, feito só permitido a quem era famoso de verdade.

Diz a “Folha de SP” na sua edição de 24 de maio de 2005, por ocasião da morte do artista, ocorrida na véspera: “Waldemar Seyssel nasceu em Jaguariaíva (PR) em 31 de dezembro de 1905. Sua família já tinha uma tradição circense, cuja origem foi o Condado de Seyssel, na região de Grenoble, na França. O avô de Arrelia Júlio Seyssel, indo a um circo que visitava o condado, apaixonou-se pela filha do dono do empreendimento. Os pais, nobres, não consentiram o casamento. Abandonou título e riquezas e fugiu com o circo. A família veio para o Brasil com o circo Charles Brothers, que se estabeleceu no local onde hoje funciona o Fórum de São Paulo. O pai de Waldemar, Ferdinando Seyssel, criou o palhaço Pinga-Pulha e também se casou com a filha de um dono de circo. Antes de se firmar na ocupação de palhaço, Waldemar foi malabarista na cama elástica, no trapézio e nas barras. O apelido de Arrelia surgiu ainda criança. Muito levado, gostava de “arreliar” (irritar) todo mundo. O apelido pegou logo. Ele começou a trabalhar como palhaço aos 17 anos, no Cambuci, em SP. Mas só cinco anos depois, na cidade de Uberaba (MG), o apelido infantil foi adotado como nome oficial. O batismo ocorreu após uma cena improvisada, quando, praticamente à força, teve de substituir um palhaço. Ele não queria entrar no picadeiro, mas seus irmãos o pintaram, vestiram e empurraram para diante da plateia. Aos tropeções, ele caiu de mal jeito. Levantou mancando e fazendo caretas. O público gargalhava e aplaudia, pois acreditava que o palhaço fazia graça. Nunca mais ele deixou de ser o Arrelia”.

A foto acima é da “Manchete , de 1964. Uma rara imagem colorida do programa da Record.

Arrelia, caracterizado
A revista
No cinema
Arrelia e Pimentinha

 

A famosa marchinha está aqui: https://www.youtube.com/watch?v=zDAZRhbi2WY

 

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Em 17-04-2022

Marcos Zago

Marcos Zago

 
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