Museu da TV, Rádio & Cinema

Centenário de Murillo Antunes Alves, jornalista e pioneiro da TV 



Murillo Antunes Alves nasceu em Itapetininga, interior de São Paulo, em 28 de abril de 1919, Filho de Antonio Antunes Alves e de Florisa Piedade Alves. Estudante brilhante, concluiu com mérito o Curso Secundarista no tradicional Colégio São Bento da Capital paulista e na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, como aplicado aluno, ganhou os principais prêmios da época, como o Teodureto de Carvalho Filho, em 1942 e do Rodrigues Alves, em 1943. Cola grau na Turma das Arcadas de 1943, e em julho de 1944, é admitido nos quadros da seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP).

Em 1948, já radialista e locutor esportivo admirado pelos ouvintes paulistanos, ingressa no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo. Já trabalhando na Radio Record, a célebre PRB-9 do dial da cidade de São Paulo, Murillo, neste mesmo 1948, faz uma histórica entrevista com o escritor Monteiro Lobato,  e como o autor de “Urupês” veio a falecer poucos dias depois, essa reportagem acabou ganhando importância ainda maior, por ter sido a derradeira entrevista do grande literato para a Imprensa.

Em 27 de setembro de 1953, nascia a TV Record, canal 7 de São Paulo, e Murillo Antunes Alves já fazia parte da equipe de Jornalismo da emissora de Televisão do Dr. Paulo Machado de Carvalho.

Murillo Antunes Alves trabalhou, ininterruptamente, por 56 anos na TV Record, ao lado de grandes mestres da Imprensa e da TV como Raul Duarte, Fernando Vieira de Mello, Wandick de Freitas e Helio Ansaldo, dentre outros.

Ele recebeu por sete vezes o Prêmio Roquette Pinto de Rádio nos anos de 1950, 1951, 1952, 1953, 1954, 1955, 1956 e 1960 (sendo o ultimo bastante especial, pois era o Roquette Pinto de Ouro, a maior consagração do Rádio paulistano daquela época).

Também por muitos anos, Murillo Antunes Alves foi advogado da Federação Paulista de Futebol (FPF) e hoje é considerado um pioneiro na organização de cerimoniais governamentais, pois trabalhou no Cerimonial do Governo do Estado de São Paulo; na Prefeitura paulistana; na Assembléia Legislativa Paulista e na Câmara Municipal da cidade de São Paulo.

Homem de múltiplos talentos, também foi publicitário, relações públicas e cronista parlamentar. Homenageado muitas vezes, recebeu a Ordem do Mérito Naval, a Medalha Santos Dumont e a Medalha Tobias de Aguiar, além de merecidas condecorações na Itália, no Líbano, no México, no Peru e em Portugal.

Membro fundador da cadeira nº 37 da Academia Paulista de Jornalismo (APJ), Murillo participou de importantes instituições culturais como a Ordem dos Velhos Jornalistas de São Paulo (OVJ-SP); Associação dos Profissionais de Imprensa do Estado de São Paulo (APISP) e  Associação dos Pioneiros, Profissionais e Incentivadores da Televisão Brasileira (PRO-TV), o Museu da Televisão.

Entre 1993 e 1996 foi vereador na Capital paulista, pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), tendo sido eleito em 1992 com 13.609 votos.

Murillo Antunes Alves faleceu em São Paulo, em 15 de fevereiro de 2010, aos 90 anos de idade, já viúvo de Erika Menger Antunes Alves, deixando o filho Roberto Murillo Antunes Alves e oito netos.

Em 2019, foi escolhido pelo Museu da TV para ser o pioneiro homenageado na Festa dos 69 anos da Televisão Brasileira, que ocorreu na Câmara Municipal de São Paulo.

Murillo Antunes Alves foi um exemplo de Cultura, Retidão e Coerência.

Rodolfo Bonventti

 
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