Museu da TV, Rádio & Cinema


DIRCINHA BATISTA


Dirce Grandino de Oliveira nasceu em 7 de abril de 1922, na capital paulista.

Era filha de Batista Junior. Sua irmã Linda Batista também era cantora. Dircinha foi atriz e participou de inúmeros filmes brasileiros.

Criança prodígio, Dircinha começou a se apresentar nos palcos aos seis anos de idade. Apresentava-se nos shows de seu pai Batista Junior, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Em 1930, aos oito anos, gravou seu primeiro disco com “Borboleta Azul” e “Dircinha“, pela gravadora Columbia. Cantou no programa de Francisco Alves, grande cantor da época, na Rádio Cajuti, onde ficou até os dez anos de idade. Depois transferiu-se para a Rádio Clube do Brasil.

Em 1933, gravou “A Orfã” e “Anjo Enfermo”. E aí começou realmente a vida profissional da cantora e atriz Dircinha Batista, que durou mais de 40 anos e que teve inúmeros sucessos. Todos os compositores importantes da época davam músicas para Dircinha e sua irmã Linda gravarem, pois era certeza de sucesso. E assim ela gravou músicas de Ary Barroso, Chiquinha Gonzaga, Jair Amorim, Garoto, David Nasser, Wilson Batista, João de Barro, Lupicínio Rodrigues, Herivelto Martins e Lourival Faissal, entre outros.

E dentre as centenas de músicas que gravou, as mais importantes foram: “O Sanfoneiro Só Tocava Isso”; “Upa! Upa” ( Meu Trolinho); “Uma Orquestra”; “Rio”; “Senhora”; “Quando o Tempo Passar”; “Piriquitinho Verde”; “Nunca”; “Máscara da Face”; “Mamãe eu Levei Bomba”; “Estranho Amor”; “Alguém como Tu”; “Abre Alas”; “Casinha de Sapé” e “Máscara da Face”.

Em 1940, Dircinha Batista fez sucesso no carnaval com a música “Katucha“, de Georges Moran e Oswaldo Santiago. Então lhe foi oferecido um contrato milionário com a Rádio Ipanema e ela fez uma turnê internacional. Nessa época, ela e a irmã Linda eram as principais cantoras do Rádio. Em 1947, fez o filme “Fogo na Canjica“. Em 1948, foi coroada “Rainha do Rádio”. Em 1952, trabalhando na Rádio Nacional, apresentava o programa “Recepção“.

Sua filmografia também é enorme. Atuou em 30 filmes, tendo sido o primeiro em 1935, de nome “Alô Alô Brasil”. Em 1936, fez “Alô Alô Carnaval“. E assim continuou, aparecendo todos os anos em produções nacionais. Fez sucesso em 1940, com “Laranja da China”. Em 1947, com “Fogo na Canjica”. E assim fez “Carnaval Barra Limpa”; “007 e Meio no Carnaval”; ” Entrei de Gaiato”; “E de Chuá”; “Metido a Bacana”; “Tira a Mão Daí” e “Carnaval no Fogo”.

Dircinha Batista, diferente da irmã, era mais brejeira, gaiata e alegre. Mas, na década de 1970, quando sua mãe faleceu, ela deixou de cantar. Entrou em depressão. Nos anos 1980, conheceu o cantor José Ricardo, que a amparou e as suas duas irmãs: Linda e Odete. Mas Dircinha deixou mesmo de cantar. E veio a falecer, aos 77 anos de idade, em 18 de junho de 1999.

Anos mais tarde foi lançado o musical “Somos Irmãs”, estrelado por Nicete Bruno e Suely Franco, em homenagem a Linda e Dircinha Batista, cantoras do Brasil que jamais serão esquecidas.

 
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