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“Vitória Bonelli”, o texto mais denso de Geraldo Vietri



Um dos maiores sucessos da teledramaturgia da TV Tupi foi a novela “Vitória Bonelli”, escrita e dirigida por Geraldo Vietri e exibida no horário das 19h de 13 de setembro de 1972 a 14 de julho de 1973.
Foi o texto mais denso, mas também mais preciso e enxuto de Geraldo Vietri, que ficou conhecido como um autor que mudava o rumo dos seus personagens quando bem entendia, e costumava entregar os capítulos um dia antes porque os alterava constantemente.

Brilhante dessa vez no texto e na direção, Vietri criou “Vitória Bonelli”, a história de uma mulher que sempre viveu à sombra do maridoe cuidou dos quatro filhos, em uma vida absolutamente tranquila e burguesa e que, de repente, com a morte inesperada e misteriosa do marido, se vê diante de uma derrocada financeira e da revolta dos filhos com a nova situação da família, tendo assim que assumir o papel de uma verdadeira matriarca.

A novela caiu nas graças das telespectadoras e foi um dos poucos sucessos da TV Tupi nos anos 70 que chegou a incomodar a TV Globo no horário, principalmente em São Paulo, onde a novela tinha índices de audiência muito bons.

Foi também a consagração para alguns atores como Berta Zemel, Tony Ramos, Yara Lins e Ruthinéia de Moraes, que tiveram grandes personagens e souberam aproveitar a oportunidade. Berta criou uma Vitória Bonelli impecável e ganhou vários prêmios como melhor atriz do ano. Tony Ramos, por sua vez, vivendo Tiago, o filho mais revoltado de Vitoria, se firmou como um grande jovem ator. Já Yara Lins como a madame Modiglianni e Ruthinéia como a meiga Néia foram disparadas as melhores interpretações coadjuvantes do ano nas nossas novelas.

A novela também inovou com os atores se revezando no início de cada capítulo com um pequeno monólogo, onde apresentavam aos telespectadores o que havia ocorrido no capítulo anterior, garantindo assim que ninguem perdesse o fio da meada, mesmo que não tivesse assistido ao capítulo do dia anterior.

A Tupi reuniu um grande elenco para a novela, com a família Bonelli formada pelo pai, um brilhante trabalho de Raul Cortez em apenas dois capítulos; Berta Zemel como Vitoria e os quatro filhos interpretados por Tony Ramos, Carlos Alberto Riccelli, Annamaria Dias e Flamíneo Fávero.

Ainda no elenco dessa “obra prima” de Vietri estavam Yara Lins, Ruthinéia de Moraes, Ivan Mesquita, Etty Fraser, Amilton Monteiro, Carmen Monegal, Carlos Augusto Strazzer, Diná Lisboa, Paulo Figueiredo, Graça Mello, Norah Fontes, Gian Carlo, Marcos Plonka, Cláudia Mello, Sérgio Galvão, Elizabeth Hartmann, Sebastião Campos, Sylvia Borges, Felipe Levy, Leonor Navarro, Benjamin Cattan, Xandó Batista, Maria Viana, Clenira Michel, Osmano Cardoso e Lídia Costa.

Redação

A Pró-TV – Associação dos Pioneiros, Profissionais e Incentivadores da Televisão Brasileira surgiu em 21 de agosto de 1995. Sua finalidade é preservar a memória da radiodifusão nacional e congregar toda classe que representa. Objetiva a criação do Museu do Rádio, da Televisão e das Novas Mídias (também chamado de “Museu da TV”).

 
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