MUSEU DA TV

A TV em 2018 – Alegrias, novidades e tristezas



Por Fábio Siqueira.

Um ano que agrega ao mesmo tempo eleição presidencial e Copa do Mundo de Futebol é sempre um oásis para o setor jornalístico, bem como levanta maior interesse por parte do povo brasileiro. Não foi diferente em 2018: na primeira Copa realizada na Rússia, a Seleção Brasileira conquistou um tímido sexto lugar, assistindo o Bi Campeonato da Seleção Nacional de Futebol da França. No Campo Político, o pleito de 28 de outubro elegeu o deputado federal Jair Bolsonaro, como trigésimo-oitavo presidente brasileiro, por um partido então pequeno, o Partido Social Liberal (PSL).

Esses acontecimentos impulsionaram a audiências dos Jornais de TV, dos programas jornalísticos, das transmissões esportivas e dos debates presidenciais, se constituindo no ponto alto para o trabalho da Imprensa.

A Rede Globo, com o monopólio da Copa da Rússia e como a realizadora dos últimos debates entre presidenciáveis no primeiro e no segundo turno, recebeu importantes prêmios no ano, principalmente no tocante ao “Jornal Nacional”, mas também com o “Jornal Hoje”, muito bem representado na figura da jornalista Sandra Annemberg, ganhadora do Troféu Imprensa e do Troféu Melhores do Ano do programa “Domingão do Faustão”.

No campo das Telenovelas, pode-se afirmar com segurança que a novela do ano foi “O Outro Lado do Paraiso”, de Walcyr Carrasco com direção de Mauro Mendonça Filho, exibida pela TV Globo, que teve por mérito reunir uma gama de atores e atrizes consagrados como Lima Duarte, Laura Cardoso, Fernanda Montenegro e Juca de Oliveira.

Também é possível destacar a novela subsequente, “Segundo Sol” de João Emanuel Carneiro com direção de Dennis Carvalho, pelas premiadas atuações de Adriana Esteves e Chay Suede, ambos premiados com o Troféu Imprensa.

Na música, se destacou a dupla sertaneja Zé Neto e Cristiano que atingiu o primeiro lugar das paradas de sucesso com a música “Largado às Traças”. Também tiveram grande vendagem os novos discos de Luan Santana e de Anitta.

O mesmo ano que celebrou importantes centenários no campo televisivo como os de Homero Silva, Raul Tabajara, Geny Prado, Heber de Boscoli, Bob Nelson, Celia Biar, Aerton Perlingeiro, Castro Gonzaga, Ribeiro Fortes, Torresmo, Sonia Oiticica, Machadinho, Jorge Edo, Rafael de Carvalho, Jofre Soares e Pedro Geraldo Costa, dentre muitos outros, também registrou doloridas despedidas.

Logo no principio do ano partiu Carlos Heitor Cony, considerado até então o maior romancista vivo carioca e que trabalhou muito na TV Rio e na TV Manchete. Também choramos pela perda em março da grande atriz Tônia Carrero, que brilhou em novelas da Globo, da Excelsior, da Manchete e do SBT. Em abril ocorreu o passamento de Nelson Pereira dos Santos, o maior cineasta brasileiro, e em setembro, a TV perde a sua “vilã maior”, Beatriz Segall falece na capital paulista e, com certeza, a sua notável criação de Odete Roitman, na novela “Vale Tudo” de Gilberto Braga deixará bastante saudade.

E as novelas com certeza ficaram menos alegres com a ausência do grande diretor Henrique Martins, considerado o recordista histórico em direções de novelas; com o talento inconteste de Eloisa Mafalda, tão querida atriz pioneira; com a espontaneidade de Oswaldo Loureiro, que também foi um líder quando presidiu o SATED-RJ; com a naturalidade de Cacilda Lanuza, uma das atrizes favoritas do mestre do Cinema, Alberto Cavalcante; com a graça tão contagiante de Agildo Ribeiro, um dos fundadores do humorismo na TV Globo e da veterana e sempre simpática e alegre atriz Etty Fraser.

E a tristeza não se limitou ao mundo da ficção teledramatúrgica. O Jornalismo teve com certeza seu ano mais enlutado: em doze meses faleceram Audálio Dantas, a maior personalidade da historia do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e ganhador do Juca Pato; Alberto Dines, diretor de Redação do Jornal do Brasil e grande nome da TV Educativa do Rio de Janeiro, com o seu “Observatório da Imprensa” e José Marques de Melo, o professor-comunicólogo de gerações na Escola de Jornalismo da USP e na Universidade Metodista de São Bernardo do Campo.

E nos outros campos também perdemos grandes nomes como na Musica Popular (Ângela Maria, Dona Ivone Lara e Tito Madi), Esporte (Maria Esther Bueno) e Cinema (Roberto Farias e Joel Barcellos). E os pioneiros da TV ficaram sem a “Dama da Voz” Gessy Fonseca, artista impar e o símbolo da arte de dublar neste país.

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