A Paulista lotada de gente, que desfilavam com seus carros, buzinando e avisando que era preciso comemorar. Pessoas nas sacadas, debruçadas para ver e não perder um só minuto daquela festa.
No dia 9, pela manhã, um desfile enorme da Av. 9 de Julho ao Anhangabaú. E mais sacadas lotadas, mais gente na rua. Depois no Parque Dom Pedro e no dia 11, lotando o Estádio do Pacaembu para a partida de palhaços.
E em uma só voz, São Paulo estava ali. Sem entender de onde o povo tirava força para continuar acordado.

São Paulo 24 Horas
Ninguém dormiu. No sorriso estampado nos rostos de cada participante, olheiras denunciavam as noites mal dormidas para aproveitar a festa.
Uma festividade que já começou tarde. Quando o relógio da Igreja de São Bento bateu à meia noite, do dia 8 para 9 de julho de 1954. E o povo foi às ruas.


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