Museu da TV, Rádio & Cinema

O Centenário do compositor e pioneiro da TV, Antonio Maria



Antonio Maria Araújo de Moraes nasceu em Recife, capital de Pernambuco, em 17 de março de 1921. Com pouco mais de 20 anos, em meados dos anos 1940, já brilhava como radialista na pioneira Radio Clube de sua cidade natal. a tradicional PRA-8.

Depois, trabalhou na Radio Sociedade de Salvador (PRA-4), onde foi um dos mais jovens diretores artísticos radiofônicos da história do Rádio brasileiro. E logrou grande sucesso com o seu programa “Capoeiras e Sambas de Roda”.

Com menos de 30 anos reestreia no Rádio carioca na Radio Tupi do Rio de Janeiro (PRG-3) e trabalha com Carlos Frias, Flavio Cavalcanti e Almirante, Haroldo Barbosa não demora para se tornar diretor de Brodcasting da emissora radiofônica e concede mais espaço para Antonio Maria, que nessa época teve sua primeira composição gravada, a música “Hoje Não”, escrita juntamente com Zé da Zilda  e que foi gravada pela dupla Zé e Zilda.

Em 20 de janeiro de 1951, nasceu a Televisão na cidade do Rio de Janeiro e Antonio Maria consta do rol de fundadores da pioneira TV Tupi, o canal 6 dos cariocas. Nesse principio, produziu, escreveu e concebi programas de muita audiência, além de escrever uma respeitada coluna para o matutino O Jornal do Rio de Janeiro.

Pouco tempo depois, surpreendeu o meio artístico brasileiro, se transferindo para a Radio Mayrink Veiga (PRA-9), onde trabalhou com Chico Anysio, Zé Trindade e Nancy Wanderley e se transfereu para o Diário Carioca do Rio de Janeiro. E foi exatamente nesta época, que juntamente com o seu conterrâneo, o também recifense compositor Fernando Lobo, que Antonio Maria alcançou o seu primeiro grande sucesso como compositor, com a música “Ninguém me Ama”, que foi gravado por Nora Ney e lançado pela Gravadora Continental Discos.

Em 1953, nasceu a música “Quando Tu Passas por Mim”, a primeira composição dos amigos Antonio Maria e Vinícius de Moraes. Essa gravação de Aracy de Almeida, em bonito disco da Gravadora Continental, foi a primeira de muitas obras musicais feita por essas quatro mãos.

E ao longo dos anos 1950, Antonio Maria continuou a ser gravado pelos ícones musicais de seu tempo, como Dolores Duran, Emilinha Borba, Dick Farney, Maysa e Silvinha Teles.

E como não esquecer do verdadeiro canto de amor ao Rio de Janeiro, a música “Valsa de uma Cidade”, composta também com o não carioca Ismael Netto (que era de Belém do Pará), e em “Manhã de Carnaval”, um ponto culminante da Bossa Nova.

Nos anos 1960, Antonio Maria escreveria roteiros na TV Rio, o canal 13 do Rio de Janeiro para artistas como Paulo Autran, Consuelo Leandro e Oswaldo Sargentelli.

Com apenas 43 anos, esse genial artista faleceu em seu querido Rio de Janeiro, a 15 de outubro de 1964, e o seu corpo foi sepultado no Cemitério de São João Batista.

Sua obra tão diversa continua viva na memoria de seus ouvintes, telespectadores e apreciadores.

Viva Antonio Maria, uma dourada e sensível página de nossa Cultura.

Por Fábio Siqueira.

Rodolfo Bonventti

 
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