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A resposta foi um imediato "sim" em função do interesse gerado por produções de época, que exigem intenso trabalho de pesquisa. Colmar Verçosa Mangueira, como realmente se chama, nasceu em Recife (PE), em 1940. É sociólogo formado pela PUC do Rio de Janeiro e exerceu a profissão em órgãos como a UNESCO, até que começou a desenvolver trabalhos em cenografia e figurinos para teatro. Foi assistente de Vergara e Marcos Flaksman. Assim começou sua carreira notadamente voltado para produções teatrais. Entre as peças assinadas por ele estão "A Gaiola das Loucas", "Greta Garbo, Quem Diria... Acabou no Irajá", "O Mistério de Irma Vap", "As Desgraças de Uma Criança", "A Noite dos Campeões", "O Banquete", "A Testemunha de Acusação" - de Agatha Christie. Fechando com chave de ouro, ele recebeu dois Molière por "Arte Final", do paulista Carlos Queiroz Telles, e por "Dom Quixote de La Mancha", de Camila Amado. Colmar foi professor das Faculdades Cândido Mendes, onde ministrou cursos livres de cenografia e figurino.

 

Em "Kananga do Japão", ele pesquisou no Arquivo Nacional, no Museu da Imagem e do Som (RJ), no CPDoc (Centro de Pesquisa e Documentação) da Fundação Getúlio Vargas, no Museu da República, no Museu Histórico e Geográfico Brasileiro Nacional. Todo este circuito foi percorrido por Colmar e sua equipe, que fizeram um levantamento de figurino da época percorrendo toda a década, de ano em ano - em suas versões masculina e feminina - , além de detalhada pesquisa de cores. Segundo disse à Assessoria de Imprensa da Rede Manchete, em 1989: "O figurino da novela se divide em três partes: a primeira tem ares dos anos vinte e marca a transição para a década seguinte; a segunda parte é eminentemente anos trinta; e a última já anuncia a nova década, de tempos de guerra. Os anos trinta, no entanto, são o destaque principal de 'Kananga', quando as mulheres 'voltam a ser mulheres depois dos anos vinte, que deixaram as mulheres sem cintura e com cortes de cabelo à la garçonne. Os anos trinta dizem não às melindrosas e reeditam a mulher com cintura, saias compridas e saltos altos'. Kananga na verdade é uma epopéia". E para ele, a dividiu em três aspectos: o realista, o histórico e o fantasioso, que remete ao universo marginal de "Kananga do Japão", onde o sonho e devaneio ainda são permitidos. Colmar destacou ainda a variedade de tecidos e padrões utilizados na época, que fervilhava com as modistas e costureiras, e uma produção infinitamente diversa da moda européia importada na época.

 

Depois de "Kananga do Japão", Colmar Diniz continuo no teatro. Trabalhou com freqüência em peças dirigidas por Aderbal Freire Filho. E na década de 1990, assinou os cenários de "Capital Estrangeiro", de Silvio de Abreu, "Jango, Uma Tragédia", de Glauber Rocha, "A Ópera de 4 Notas", de Tom Johnson. Vai para Lisboa em 1997 para trabalhar na adaptação de "A Menina de Lá", de Guimarães Rosa, com direção de José Caldas. E depois em "Brasileiro, Profissão Esperança", musical com textos de Paulo Pontes, Antônio Maria e Dolores Duran, sob a direção de Bibi Ferreira. Em 1998, volta a trabalhar com Aderbal Freire Filho em um texto do próprio diretor, "Xambudo". E assina também "Tropicália - 1968 / 1998", de Capinam e Torquato Neto.

 

No cinema, Colmar foi produtor de arte de "Os Saltimbancos Trapalhões" (1981) e "Bububu no Bobobó" (1980), figurinista "O Grande Desbum..." (1978, foi também seu diretor de arte) e "Vida Vida" (1977"); foi ainda diretor de arte de "Ainda Agarro Esta Vizinha" (1974).

 

Fonte: Boletim "Semana em Manchete" (Depto. Divulgação / TV Manchete, 1989) Atualizado em: 29/05/2007

 

 

Veja também

> Novela "Kananga do Japão" (site Teledramaturgia).
> Enciclopédia Itaú Cultural - Teatro (Colmar Diniz)

Colmar Diniz

 

Colmar Diniz, um dos mais conhecidos cenógrafos e figurinistas do teatro também passou pela televisão. Em 1989 assinou o figurino de "Kananga do Japão", novela da Rede Manchete, que primava pelos detalhes. Na época ele contava com dois assistentes em sua equipe: Maria Duarte e Sandro Dutra. E foi convidado pela diretora Tisuka Yamazaki para cuidar da produção de moda da novela.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  
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