PRÓ-TV

Lourdes Mayer, uma das mais talentosas atrizes brasileiras



Maria de Lourdes Catanheda nasceu no Rio de Janeiro, no bairro da Lapa, em 13 de março de 1920, filha de Guilherme Catanheda e da atriz Luisa Nazareth.

Irmã mais nova da atriz Zilka Salaberry e mais velha de Alair Nazareth, Lourdes Mayer, que também tinha seus avós atores, em  1936  se casa com o grande ator Rodolfo Mayer, com quem trabalha na peça “Historias de Carlitos”, escrita por Henrique Pongetti, e  encenada no importante palco do Teatro Municipal de Niterói, interior do Estado do Rio de Janeiro.

Naqueles tempos, Lourdes e Rodolfo Mayer pertenciam a Companhia Teatral do Dramaturgo e Fundador da SBAT, Oduvaldo Vianna. Ainda nos anos 1930, é contratada por Adhemar Gonzaga para trabalhar ao lado do marido no filme “Onde Estás Felicidade?” de 1939, uma peça de autoria do amigo Luis Iglesias, estrelada pelo cômico Mesquitinha e que também tinha no elenco sua mãe, a atriz Luisa Nazateth.

Os anos 1940, são majoritariamente  de dedicação à família por parte de Lourdes Mayer que tem dois filhos: Rodolfo Mayer Junior e Ricardo Mayer. E logo no alvorecer de década de 1950, faz um triunfal retorno, já aclamada, aos 30 anos, como uma das maiores radialistas de sua geração, pois trabalhou em 4 das maiores emissoras radiofônicas cariocas: Radio Nacional (PRE-8), Radio Mayrink Veiga (PRA-9), Radio Globo (PRE-3) e Radio Tupi (PRG-3).

É uma das fundadoras da TV Tupi, canal 6 do Rio de Janeiro, em 20 de janeiro de 1951, onde mais uma vez demonstra seu talento, seja como atriz no programa “Câmera Um” de Jacy Campos, seja como apresentadora do programa “Melhores da Semana”, juntamente com o colega tupiniano Carlos Frias.

Em 1956 é eleita a melhor atriz de Rádio e também a melhor atriz de Televisão do Rio de Janeiro, em votação organizada pela Associação Brasileira de Rádio (ABR) juntamente com a popularíssima Revista do Rádio. Foi eleita a melhor atriz de Teatro de 1953, por seu magistral trabalho em “Obrigado pelo Amor  de Vocês”, peça de Edgar Neville com tradução de Bricio de Abreu e direção de Rodolfo Mayer, no Teatro Dulcina de Moraes, no Rio de Janeiro.

Os anos 1960 trazem  a inovação da telenovela diária em nossa TV e Lourdes Mayer atua em dezessete produções teledramatúrgicas no final dos anos 1960 e principio dos anos 1970, sendo três delas produzidas na Tupi do Rio de Janeiro: “Enquanto Houver Estrelas” de Mario Brasini; “O Retrato de Laura” também de Brasini e “E Nós Aonde Vamos?” de Gloria Magadan.

Em 1975, está no ar em duas novelas: “O Grito” de Jorge Andrade na Rede Globo (onde foi dirigida por Walter Avancini) e “João da Silva” de Lourival Marques na TV Educativa. Depois, na TV Globo, trabalha em adaptações de clássicos da Literatura Brasileira como “O Feijão e o Sonho” de Origenes Lessa adaptado por Benedito Ruy Barbosa; “Maria Maria” de Lindolfo Rocha (de seu romance “Maria Dusa”), adaptado por Manoel Carlos: “Olhai os Lírios do Campo” de Erico Verissimo adaptada por Geraldo Vietri; “Marina” de Carlos Heitor Cony, adaptada por Wilson Aguiar Filho e “Ciranda de Pedra” de Lygia Fagundes Telles adaptada por Teixeira Filho.

Como um dos nomes mais importantes de nossa história televisiva, ainda trabalhou  com Waldemar de Moraes no SBT; Walcyr Carrasco  na TV Manchete e seu último trabalho foi na TV Bandeirantes na novela “O Campeão”.

Lourdes Mayer faleceu no Rio de Janeiro, aos 78 anos de idade, em 25 de julho de 1998, tendo sido sepultada no Cemitério São Francisco Xavier. Viva a premiadíssima artista Lourdes Mayer no Centenário de seu nascimento.

Redação

A Pró-TV – Associação dos Pioneiros, Profissionais e Incentivadores da Televisão Brasileira surgiu em 21 de agosto de 1995. Sua finalidade é preservar a memória da radiodifusão nacional e congregar toda classe que representa. Objetiva a criação do Museu do Rádio, da Televisão e das Novas Mídias (também chamado de “Museu da TV”).

 
Band
CNT
Cultura
Gazeta
Globo
Record TV
RedeTV
SBT
TV Brasil
 

Siga-nos nas Redes Sociais