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A irreverência de Bolinha conquista as tardes de sábado na TV Excelsior



Edson Cury era descendente de imigrantes sírios, e sua voz ligeiramente anasalada e seu estilo sempre de bem com a vida e irreverente, conquistaram o público logo no primeiro momento em que estreou na televisão. O início foi na TV Excelsior, como responsável pelos flashes esportivos do programa “Últimas Notícias” e depois como comentarista das transmissões de telecatch.

Em 1967, Abelardo Chacrinha Barbosa se desentendeu com diretores da TV Excelsior e pediu demissão, deixando vago um horário na noite dos sábados na emissora, onde apresentava a sua Buzina, e que garantia à emissora bons índices de audiência.

A ordem na Excelsior foi escolher rapidamente alguém capaz de comandar um programa de auditório que mantivesse algumas características daquele que Chacrinha apresentava até então. Foi assim que Edson Cury foi o escolhido para assumir o horário nobre dos sábados na emissora paulista.

Foi assim que Edson Cury virou simplesmente Bolinha e surgia o programa de auditório “Hora do Bolinha”,  que começou a ser apresentado aos sábados, no horário das 21h, logo após “Os Reis do Ringue”.

Mas o sucesso veio mesmo quando o programa foi para as tardes de sábado, que se tornou o horário tradicional do apresentador na televisão brasileira.

Da TV Excelsior, Bolinha foi para a TV Record em 1973 e de lá para a TV Bandeirantes, onde ficou por vinte anos comandando o seu “Clube do Bolinha”, sempre nas tardes de sábado.

O esquema do programa foi sempre o mesmo: o animador com roupas coloridas, muitas bailarinas, as famosas “boletes”, calouros concorrendo a bons prêmios e a uma possível gravação do primeiro disco, além de muitos cantores, cantoras e conjuntos musicais apresentando as músicas que estavam nas paradas de sucesso naquele momento.

Redação

A Pró-TV – Associação dos Pioneiros, Profissionais e Incentivadores da Televisão Brasileira surgiu em 21 de agosto de 1995. Sua finalidade é preservar a memória da radiodifusão nacional e congregar toda classe que representa. Objetiva a criação do Museu do Rádio, da Televisão e das Novas Mídias (também chamado de “Museu da TV”).

 
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