O adeus

junho 17, 2013 em Destaques, História da TV

No último dia 15 de junho, a história da literatura brasileira ficou orfã de uma de suas grandes expoentes: faleceu Tatiana Belinky.

Ficam aqui registrados o carinho, o respeito e a admiração de todos os pioneiros da TV brasileira.

Abaixo, você tem um pequeno registro sobre a biografia de Tatiana. Para ler o texto completo, acesse: http://goo.gl/kxJHr

Este é o depoimento da própria Tatiana Belinky sobre sua vida e carreira:

“Nasci em Petrogrado (hoje São Petesburgo) em 18/03/19, e vim ao Brasil, São Paulo, em 1929, aos 10 anos de idade, com pai, mãe e dois irmãos menores. Aqui estudei (no Mackenzie e depois na Faculdade de Filosofia, que não terminei). Aqui vivi, trabalhei e me casei com o médico-psiquiatra e educador Júlio Gouveia. Quando já tinha os meus dois filhos, comecei a fazer teatro infantil e juvenil com meu marido, ele diretor e eu “roteirista” , de 1948 até 1951, para os teatros da Prefeitura de São Paulo. Com o advento da televisão, fomos logo convidados a apresentar nossa montagem da época – “Os Três Ursos” – nos estúdios da pioneiríssima TV Tupi de São Paulo, em 1952. Imediatamente, a emissora nos convidou para fazer um programa semanal dirigido às crianças, porque na TV ainda não existia nada para esta faixa de público. Começamos com o programa “Fábulas Animadas”, e logo depois entramos com “O Sitio do Pica-Pau Amarelo”, baseado na obra de Monteiro Lobato – programa semanal, em horário nobre. E pouco depois, já tínhamos mais “mini-séries”, duas vezes por semana, também de obras literárias brasileiras e estrangeira E finalmente, um grande teatro, de mais de hora-e-meia de duração, aos domingos, primeiro de manhã, quando se chamava “Era Uma Vez”, e logo mais, à tarde, quando passou a se chamar “Teatro da Juventude”, dirigido a um público mais amplo. E sempre, tudo calcado em literatura brasileira e estrangeira. Todos esses roteiros, “scripts” , eram por mim adaptados, com a intenção – minha e do meu marido Júlio Gouveia, diretor, produtor e apresentador – de promover a leitura: todos os programas começavam e terminavam na estante de livros. Esses quatro programas semanais duraram, sem interrupções, cerca de 13 anos, com altos índices de audiência e muitos prêmios. Foi na verdade um caso único, “pioneiro”, de uma ampla programação infanto-juvenil cultural, formativa, numa emissora de TV comercial. O nosso “TESP”, Teatro-Escola de São Paulo, se apresentou também em outras emissoras de TV, sempre promovendo literatura e amor ao livro”.