MUSEU DA TV

Herói do sertão veio do rádio para fazer sucesso na TV



O autor e radialista Moysés Weltman criou em 1953, para a Rádio Nacional, um herói rural brasileiro, o Jerônimo, que rapidamente se transformou em uma radionovela de muita ação e sucesso na época.

Weltman nunca escondeu de ninguém que o seu Jerônimo era rasgadamente copiado das histórias e dos heróis do faroeste americano, mas soube dar a ele características que o transformaram rapidamente em um herói e justiceiro tipicamente nacional.

Assim que quando a teledramaturgia invadiu o horário nobre da nossa TV, veio a idéia de levar também para a televisão as aventuras daquele herói que já havia estado no rádio, nas histórias em quadrinhos e também estava cogitado de estrear nos cinemas.

A idéia se transformou em realidade em 1972, quando em uma produção conjunta da TV Tupi carioca com a paulista, “Jerônimo, o Herói do Sertão” estreava no horário das 18h trazendo as eternas aventuras do personagem, em capítulos que tinham no máximo trinta minutos de duração e recheados de emoção e cenas de muita ação.

A novela ficou quase um ano no ar, mas acabou primeiro em São Paulo do que no Rio de Janeiro, já que os cariocas ainda assistiram à aventura por mais um ou dois meses. Escrita pelo mesmo Moyses Weltman do rádio, a novela começou com a direção de Dionisio Azevedo e terminou com Gonzaga Blota como seu principal diretor.

Na supervisão da produção estava João Loredo, enquanto Benedito Ruy Barbosa deu palpites no texto e teve uma primeira experiência também como diretor, que ele depois não quis repetir mais, optando por apenas escrever.

Para viver o protagonista foi convidado o ator Francisco Di Franco, considerado então um dos rostos mais bonitos do cinema e da TV, e que vinha de grandes sucessos na telona como “Um Certo Capitão Rodrigo”; “Um Anjo Mau” e “Uma Verdadeira História de Amor”. E o ator se deu muito bem com o personagem, tanto que ele mesmo faria um remake da novela, anos depois no SBT, eternizando então o herói na sua carreira de ator.

Para viver o seu assistente, que tinha o curioso nome de Moleque Saci foi escolhido o comediante Canarinho que também viveu um grande momento na sua carreira, e para interpretar a heroína Aninha se buscou uma atriz que também veio do cinema, Eva Christian, e que não teve carreira muito longa na nossa TV.

Sempre com muitos vilões que se revezavam nas várias histórias que a novela teve, outros grandes nomes marcaram presença como Ítalo Rossi, Mauricio do Valle, Jardel Mello, Edgard Franco, Antonio Pitanga, Elza Gomes, Lady Francisco, Jayme Barcellos, Tony Tornado, Sadi Cabral, Cleide Blota, Wilza Carla, Lajar Muzuris, Roberto Maya, Aldo de Maio, Nelson Caruso, Vera Manhães, Roberto Frota, Adalberto Silva, Perry Salles, Angelito Mello, Jackson de Souza, Alfredo Murphy e a participação especial de Tereza Rachel.

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