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“Dez Vidas”, última novela de Ivani Ribeiro na Excelsior



Em 4 de agosto de 1969, já dominada por uma crise financeira muito grande, a TV Excelsior estreava a 13ª novela escrita por Ivani Ribeiro para a emissora, e mais uma vez a ideia era uma superprodução histórica com “Dez Vidas”, uma adaptação da autora para contar a Inconfidência Mineira e a vida e os amores de Tiradentes, Tomás Antonio Gonzaga, o Dirceu, e os outros inconfidentes.

A novela épica começou às 19h30, mas a Censura não gostou do tema e fez a emissora transferir a produção para as 20h30. Não bastasse a censura, a emissora atravessava sua maior crise e começou a atrasar os salários dos seus funcionários, o que fez com que vários atores fossem deixando a novela, trocando de emissora.

O caso mais famoso deles foi o da atriz Regina Duarte, que deixou a novela pela metade, contratada pela TV Globo, o que fez com que sua personagem Pompom passasse a ser defendida por Leila Diniz, levando a autora a mudar o comportamento da personagem, já que Leila deu uma interpretação totalmente diferente da de Regina para a sua Pompom.

Com um elenco de grandes estrelas, a novela terminou com apenas seis atores contatados da emissora e foi a última produção de teledramaturgia do canal 9, terminando em janeiro de 1970, quando a falência da Excelsior era um fato consumado.

O nome da novela foi retirado da famosa frase de Tiradentes, “se dez vidas eu tivesse, dez vidas eu daria para salvar a vida deles”, se referindo aos companheiros inconfidentes. No papel de Tiradentes estava o ator e diretor Carlos Zara, mas Francisco Cuoco, Paulo Goulart e Henrique Martins foram outros nomes pensados para interpretar o herói nacional.

Dirigida por Gonzaga Blota, Reynaldo Boury e Gianfrancesco Guarnieri, que também interpretava o personagem Dirceu (Tomás Antonio Gonzaga) e que foi o último a sair e a “apagar a luz” da teledramaturgia da Excelsior, a novela tinha um elenco fabuloso onde além de Zara, Gianfrancesco, Regina e Leila Diniz, também estavam Cláudio Correa e Castro, Maria Isabel de Lizandra, Nathalia Timberg, Gracindo Junior, Fernando Torres, Arlete Montenegro, Stenio Garcia, Edson França, Vera Nunes, Osmano Cardoso, Fábio Cardoso, Rita Cléos, João José Pompeo, Jovelty Archangelo, Cleyde Blota, Lélia Abramo, Cosme dos Santos, Procópio Ferreira, Castro Gonzaga, Maria Aparecida Alves, Geraldo Louzano, Átila Iório e Newton Prado.

Com o final de “Dez Vidas”, se encerrava um ciclo de grandes produções da TV Excelsior na teledramaturgia nacional e que ficaram na história da TV brasileira.

Redação

A Pró-TV – Associação dos Pioneiros, Profissionais e Incentivadores da Televisão Brasileira surgiu em 21 de agosto de 1995. Sua finalidade é preservar a memória da radiodifusão nacional e congregar toda classe que representa. Objetiva a criação do Museu do Rádio, da Televisão e das Novas Mídias (também chamado de “Museu da TV”).

 
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