PRÓ-TV

Centenário de Arnaldo Nogueira, pioneiro dos entrevistadores da TV



Arnaldo de Castro Nogueira nasceu em Franca, interior de São Paulo,  em 06 de setembro de 1920.

Muito jovem, já se destacava no Colégio dos Irmãos Maristas de sua cidade natal, uma bonita obra educacional religiosa. Já morando em São Paulo, se forma em Economia, na Turma de 1944, da atual FECAP (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado).

No mundo radiofônico, ainda na década de 1930, recém saído da adolescência, já trabalhava na legendária e francana Radio Hertz, que naquela época era uma das mais importantes rádios de todo o interior do Brasil.

Nos anos 1940, veio trabalhar na paulistana Radio Difusora (PRF-3) e pouco tempo depois, estreava na Radio Tupi carioca (PRG-3), mais precisamente no ano de 1944. Tendo sido contratado para trabalhar na emissora de Assis Chateubriand pelo dramaturgo Oduvaldo Vianna.

Ainda nessa mesma década, com o fim da Segunda Grande Guerra, Arnaldo Nogueira trabalha com destaque na BBC  de Londres, no Reino Unido, ficando lá por dois anos, e em 1948 regressa ao “dial“ arioca na mesma Tupi, fato fundamental para se tornar um dos pioneiros da Televisão na “Cidade Maravilhosa” em 20 de janeiro de 1951, quando da inauguração da TV  Tupi do Rio de Janeiro, o primeiro canal 6 do Brasil.

Para a inauguração da TV Tupi do Rio ele fez uma histórica entrevista com o grande astro musical francês Maurice Chevalier. Naquele mesmo 1951, ele estreou o programa de debates “Ideais e Imagens”, que se tornou um dos mais relevantes programas televisivos, pois lá foram entrevistados, dentre outros, o Marechal Rondon e Candido Portinari.

Três anos depois nasce o criativo programa “Senhora Opinião”, onde Arnaldo só entrevistava mulheres como Cecilia Meireles, a maior poetisa carioca do Século XX.

Em 1954, nasceu outro sucesso conduzido por Arnaldo Nogueira, na mesma Tupi carioca, o programa de entrevistas “Falando Francamente”, que recebeu personalidades como Villa Lobos e Juscelino Kubitschek.

E um ano depois, Arnaldo também lançaria “Uma Mulher Notável”, programa dedicado a entrevistar mulheres exponenciais do Brasil e do mundo, por onde passaram personalidades como a escritora chilena Gabriela Mistral, a primeira mulher da América Latina a receber o Premio Nobel de Literatura.

Com seus ótimos programas televisivos, Arnaldo Nogueira ganhou  muitos prêmios importantes como o concedido em 1955 pela revista Radiolândia que o elegeu como Melhor Animador de Programas Televisivos Cariocas daquele ano. Cinco anos depois, a mesma revista o premiava desta vez com o titulo de Melhor Entrevistador da Televisão do Rio de Janeiro.

No movimentado ano de 1960, que teve a inauguração de Brasília-DF em 21 de abril e as eleições presidenciais em 3 de outubro, Arnaldo entrevistou praticamente toda a nata da politica nacional, desde o presidente eleito Jânio Quadros até o futuro primeiro ministro Tancredo Neves e o ex-governador de São Paulo, Adhemar de Barros.

Histórica também foi sua entrevista com o fundador do Moderno Trabalhismo em nosso País, o presidente Getúlio Vargas em uma de suas raras entrevistas para a Televisão.

Depois desta fase brilhante no canal de Assis Chateubriand, Arnaldo Nogueira ainda trabalharia com outro grande mestre de nossas Comunicações, Roberto Marinho, de quem fora colega em seu jornal O Globo por bastante tempo, chegando a dirigir a sua sucursal brasiliense.

Também politico brilhante, foi vereador no Rio de Janeiro, deputado estadual pelo antigo Estado da Guanabara e deputado federal entre 1963 e 1967 pelo Rio de Janeiro.

Arnaldo Nogueira faleceu em Brasília, em 11 de agosto de 2006, aos 86 anos, pouco tempo depois de concluir o seu livro de memórias intitulado “Falando Francamente-Memórias de Arnaldo Nogueira”, que foi lançado pela Editora LGE naquele mesmo ano.

Viva Arnaldo Nogueira em seu celebrado centenário.

Redação

A Pró-TV – Associação dos Pioneiros, Profissionais e Incentivadores da Televisão Brasileira surgiu em 21 de agosto de 1995. Sua finalidade é preservar a memória da radiodifusão nacional e congregar toda classe que representa. Objetiva a criação do Museu do Rádio, da Televisão e das Novas Mídias (também chamado de “Museu da TV”).

 
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