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SÍLVIO CALDAS

BIOGRAFIA  DE SÍLVIO CALDAS PARA O MUSEU DA TELEVISÃO BRASILEIRA

Sílvio Caldas chamava-se Sílvio Antonio Narciso de Figueiredo Caldas. Ele nasceu no bairro de São Cristovão, na cidade do Rio  de Janeiro. 

Teve contato com a música desde a infância, pois o pai era dono de uma loja de instrumentos musicais e era também compositor de valsas, foxes, sambas. Aos cinco anos Sílvio Caldas já se apresentava como cantor em festas e em blocos de carnaval, ao lado de toda a família. Aos 16 anos, porém, arranjou emprego numa oficina de carros, foi ser mecânico de automóveis, pois imaginava fazer como o pai, que era artista amador.

Três anos depois, porém, foi levado à Rádio Mayrink Veiga pelo cantor de nome Milonguita.E já fez a primeira gravação em 1930. Desde o início fez sucesso e notabilisou-se como cantor  de sambas.  Foi colocado ao lado dos ídolos da época, que eram: Orlando Silva, Francisco Alves e Sílvio Caldas.Essa foi uma  época de ouro da MPB. Foi o compositor Ary Barroso que o levou ao Teatro Recreio, onde Sílvio fez fama, cantando de Ary, a música: ""Faceira". A partir de 1934, Sílvio fez parceria com Orestes Barbosa, e passou a demonstrar todo  o seu talento para a seresta. Ficou sendo chamado de "O Seresteiro do Brasil".

Em 1937 gravou dois de seus imensos sucessos:"Chão de Estrelas"em parceria com Orestes  Barbosa , e  "Meu Limão, Meu Limoeiro", tema popular, com arranjo de José Carlos Burle, em dueto com Gidinho. Foram gravações que se imortalizaram. Em 1938 gravou "As Pastorinhas', de Noel Rosa e João de Barro. E , em seguida, "Minha Palhoça", "Um Caboclo Abandonado"", "Arranha-céu", "Da Cor do Pecado", "Mulher", "Serenata", "Chuva Miúda", "Foi Ela", "Até Amanhã". "Jangada", "A Jardineira", "Faceira"'. Eram músicas de grandes compositores da época, como Ary Barroso, Noel Rosa, Benedito Lacerda, Orestes Barbosa, Hervê Clodovil, Vicente Leporace, Bororó  e outros.

Depois Sílvio  Caldas também passou a compor. É dele e Orestes Barbosa sua música mais  tocada de todos os tempos:"Chão de Estrelas", um verdadeiro hino nacional, para todos os que gostam de  músicas sentimentais . A verdade é que Sílvio Caldas tinha uma maneira de cantar interpretada e uma dicção perfeita, fazendo com que os versos fossem totalmente entendidos. Nisso foi muitas vezes comparada ao cantor norte- americano Frank Sinatra.

Era realmente  um cantor inesquecível. Mas,por motivos familiares, Sílvio foi se fechando cada vez mais em seu sítio na cidade de Atibaia, interior de São Paulo, e só saía  a convite de amigos. Por várias vezes anunciou que ia encerrar a carreira. A mídia, por brincadeira, passou a chamá-lo de "O cantor das despedidas"'. Em1995, entretanto, gravou em dueto com  Aurora Miranda, "Quando eu Penso na Bahia", dentro do CD "Songbook Ary Barroso". Foi sua última gravação.

 Sílvio Caldas faleceu em 3 de abril de 1998, na cidade de Atibaia, onde vivia. O Brasil perdeu um dos maiores cantores que o país conheceu.