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RODRIGO SANTIAGO

BIOGRAFIA DE RODRIGO SANTIAGO, PARA O MUSEU DA TELEVISÃO BRASILEIRA

Rodrigo Santiago, ator de teatro e telenovelas participou de alguns momentos importantes da vida cultural do nosso país.

No dia 18 de julho de 1968, quando o Brasil vivia sob o regime militar e as artes submetidas à censura o grupo CCC invadiu o teatro Ruth Escobar, em São Paulo, espancou artistas e depredou o cenário. A peça era “Roda Viva”, um musical do Chico Buarque, com a Marília Pêra e o Rodrigo Santiago. Dois anos antes Rodrigo já tinha participado da novela “Somos Todos Irmãos”, na Tupi.

Mas foi em 68 que ele começou pra valer em na televisão, vivendo o Carlucho na novela que mudou a história: “Beto Rockfeller”. Em seguida fez “Super Pla” também na Tupi. Em 71 com “Nenê Bandalho” foi consagrado como ator do cinema. Em esteve em “O Rebu” na Globo. Voltou para a Tupi e integrou o elenco de “Vila do Arco” em 1975.

Se ausentou da telinha para se dedicar ao cinema e ao teatro. Voltou para fazer "Gaivotas", na Tupi, “Os Imigrantes” na Bandeirantes, "Lampião e Maria Bonita" e "Padre Cícero" na Globo, a série independente "Joana" com Regina Duarte, exibida na Manchete e SBT, "Tenda dos Milagres" na Globo e a novela "Corpo Santo", na Manchete. Em 88 esteve em “Fera Radical” na Globo, onde fez também “Araponga”, “ O Amor Está no Ar” e vários episódios do “Você Decide”.

Rodrigo morreu numa quarta-feira, dia 13 de outubro de 1999, de insuficiência cardíaca, em São Paulo, aos 56 anos. Como não tinha jeito de galã, foi sempre escalado para coadjuvantes. Nos últimos anos trabalhava também como professor de arte dramática da USP. Sua última aparição foi no filme “Cronicamente Inviável”, de 2000.