
BIOGRAFIA DE RODOLFO MAYER PARA O MUSEU DA TELEVISÃO BRASILEIRA
Rodolfo Mayer nasceu na capital paulista, em 4 de fevereiro de 1910. Desde cedo percebeu em si atração pela arte de representar. Rapaz bonito, alto, claro, muito jovem começou a aparecer em filmes brasileiros e em peças de teatro, que foi onde ganhou projeção enorme no Brasil.
Em 1929, fez o filme:" Escrava Isaura". Em 31: "Casa de Caboclo"e "Mistério do Dominó Negro". Em 35 fez: "Favela dos Meus Amores". Em 37, "Samba da Vida". Em 38 fez: "Tererê Não Resolve" e "Maridinho de Luxo". Em 39 fez:"Está Tudo Aí" e "Onde estás Felicidade". Em 41: "Sedução do Garimpo". Tornou-se então o maior galã brasileiro. Fazia teatro nos intervalos das filmagens. Em 1948 veio com um grande sucesso, no filme:"Obrigado, Doutor" e em 49 em :"O Homem que Passa". Em 55,quando já era também muito conhecido por sua voz clara e perfeita dicção, pôs a voz no filme: "Leonora dos Sete Mares".
E em 64 , fez: "Viagens aos Seios de Duília". Mas, nessa época, a televisão já estava bem desenvolvida em São Paulo e Rio. E Rodolfo Mayer foi convidado para participar dela. Era casado com Lourdes Mayer, também grande atriz. E vieram morar em São Paulo e atuar na TV Excelsior. Rodolfo atuou nas novelas de sucesso:"Os Quatro Filhos";"Redenção"; "Legião dos Esquecidos"; "Sangue do Meu Sangue"; "Dez Vidas";"Mais Forte que o Ódio". Fez então na TV Record:"Editora Mayo, Bom Dia"; "Pingo de Gente";"Sol Amarelo";"Os Fidalgos da Casa Mourisca";"O Leopardo";"Quero Viver";"Vendaval";"Vidas Marcadas". Fez na TV Tupi: "Um Dia o Amor";"Xeque Mate";"Um Sol Maior";"João Brasileiro, o Bom Baiano";"O Direito de Nascer"( Reapresentação);"Dinheiro Vivo".
Depois fez na TV Bandeirantes:"Cavalo Amarelo". E na Rede Globo de Televisão: "Brilhante'. Esse foi o último trabalho desse grande ator, que, na verdade, ainda que tendo feito cinema e televisão, num número apreciável de trabalhos, era mais conhecido por suas apresentações teatrais. Ele esteve muitos anos seguidos, apresentando o monólogo: "As mãos de Eurídice", um monólogo fortíssimo, que era eternamente apreciado pelo público, e que depois de assisti-lo, passava a considerar Rodolfo Mayer o melhor ator do Brasil.
Rodolfo Mayer faleceu em São Paulo, em 1985.