
BIOGRAFIA DE RADAMÉS GNATALLI PARA O MUSEU DA TELEVISÃO BRASILEIRA
Radamés Gnatalli nasceu em Porto Alegre, em 27 de janeiro de 1906.
Ele foi um grande músico instrumentista, além de ser também compositor. Era pianista, maestro e arranjador, tanto de música erudita, como de música popular. Ele estudou com Guilherme Fontainha no Conservatório de Porto Alegre,na Escola Nacional de Música. Em 1924, terminou o curso de piano.
Fez concertos por vários estados. Começou então a fazer orquestrações. Trabalhou na Rádio Nacional do rio de Janeiro , por trinta anos. Em 1960, viajou para a Europa, apresentando-se num sexteto que tinha acordeão, guitarra, bateria e contrabaixo.Foi contemporâneo de Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha e outros grandes nomes da música. Em 1970, incentivado por jovens instrumentistas, interessou-se por choros. Compôs então obras para violão, para orquestra, consertos para piano e muitos choros.Chegou a ser parceiro de Tom Jobim e tinha entre seus amigos: Cartola, Heitor Villa-Lobos, Pixinguinha, Donga, Francisco Mignone, Camargo Guarnieri, João da Baiana e outros.
Em janeiro de 1983, Radamés Gnatalli recebeu o Prêmio Shell, na categoria de música erudita. Foi então homenageado no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, contando com a participação da Orquestra Sinfônica do Rio de Janeiro, e da Camerata Carioca. Logo depois, ele e a cantora Elizeth Cardoso homenagearam Pixinguinha, com o recital:"Uma Rosa para Pixinguinha".
Radamés Gnatalli era muito jovial, e admirado pela turma jovem. Mas sua saúde começou a definhar em 1986, quando ele sofreu um derrame cerebral, que deixou paralisado o lado direito de seu corpo. Dois anos depois sofreu novo derrame, vindo a falecer em 13 de fevereiro de 1988, na cidade do Rio de Janeiro.
Sua discografia foi muito grande, tanto de música erudita, como de música popular. No campo da música popular, Radamés Gnatalli gravou: choros, sambas, polcas, valsas e boleros.