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MARIA THEREZA GRÉGORI

BIOGRAFIA DE MARIA THEREZA GRÉGORI, EXTRAÍDA DO DEPOIMENTO DADO POR ELA AO MUSEU DA TELEVISÃO BRASILEIRA EM 28/10/98

Maria Thereza Gregori Lopes Rocha é a Maria Thereza Grégori, que por muitos anos apresentou a “Revista Feminina”, na televisão brasileira. Os avós vieram da Itália, e os pais, de quem ela muito se orgulha, eram Henrique Gregori Junior e Ester Paraventi Gregori. O pai de Maria Thereza era engenheiro e teve um fim trágico: foi assassinado e morreu perdoando seu algoz. A viúva ficou com sete filhos, muito unidos e bons.

Ela era da família Paraventi, um dos primeiros torradores de café, de São Paulo. Maria Thereza formou-se contadora, ela que nasceu na capital e estudou também pintura. Desembaraçada, porém, bastante jovem conseguiu emprego de secretária, pois precisava ajudar a mãe viúva. Era vaidosa e sempre deixava um dinheirinho de lado, para comprar sapato, roupa. Começou a participar de um grupo, que se chamava “Letras e Artes”, e esse grupo fazia exposições, palestras.

Foi assim que foi trabalhar na Escola de Arte Dramática, dirigida pelo Dr. Alfredo Mesquita, e que foi celeiro de muitos artistas de teatro, cinema e, mais tarde, televisão. Maria Thereza conhecia todos. Nos primórdios da Televisão Tupi ela foi chamada por Abelardo Figueiredo, para apresentar a “Revista Feminina”, o primeiro programa do estilo, na televisão. À tarde, horário morto, até então. E ali a moça aconteceu. A Revista tinha de tudo, era realmente uma revista. A capa, sempre apresentada por Maria Thereza, era a pauta da revista. E dentro: moda, culinária, arte, divulgação de eventos, assuntos médicos, etc. Por treze anos esse programa esteve na TV Tupi.

Foi ainda nessa fase que Maria Thereza, após uma viagem internacional, resolveu fazer o “Mercado de Trocas”, também uma novidade no Brasil, à molde do “Mercado das Pulgas”de Paris.. Bem inteligente, Maria Thereza passou a fazer isso também fora da televisão, e conseguiu um trabalho, uma fonte de renda extra. Casou-se, já não era tão garota, mas diz ela que por acaso conheceu Átila, quando assistia a um espetáculo de teatro e ele lhe foi apresentado. E, uma semana depois, já a pediu em casamento. Estão casados há mais de 40 anos e têm 2 filhos: Marcelo e Átila Junior.

Da TV Tupi, Maria Thereza foi para a TV Bandeirantes. Novo sucesso. Ficou lá por vários anos também. E mais tarde esteve ainda na TV Gazeta. Essa terceira fase do programa foi a mais curta. Ficou no ar apenas um ano. Mas, ao todo, por mais de 25 anos a pioneira Maria Thereza apresentou às mulheres um programa de gabarito. Preocupou-se, ela sempre afirma, não só em divertir, mas ensinar e ajudar. Muitas mulheres, ela tem cartas que confirmam, tiveram suas vidas mudadas, ao assistir “Revista Feminina”, ou por ouvir um conselho médico, ou por aprender uma arte, um artesanato, e depois colocar isso na prática, tornando-se profissionais.

Maria Thereza sempre fazia concursos, encontros, festas. A característica principal de Maria Thereza, realmente, é gostar das pessoas e as tratar com toda naturalidade. Estar diante das câmeras, para ela, era tão natural como estar em sua casa, no meio de amigas, de gente conhecida. Até hoje ela é assim, quando colabora com a “Coleta do Banco de Sangue”, em São Paulo. Nada a modifica. Nada a constrange. Verdadeira líder de gente, principalmente de mulheres, nasceu para se comunicar, para fazer amigos. Essa é Maria Thereza Grégori, que hoje está afastada da televisão, mas que não é esquecida jamais por seus fãs, por seus amigos.