
BIOGRAFIA DE LÉLIA ABRAMO PARA O MUSEU DA TELEVISÃO BRASILEIRA
Lélia Abramo nasceu na capital paulista,
em 08 de fevereiro de 1911. Seu porte alto, sua voz forte, seu ar sereno,
fizeram-na logo ser respeitada. E era também grande atriz, tendo se salientado
tanto no teatro, como no cinema, e na televisão. Formou-se em jornalismo, mas em
1960 fez o filme: "Cidade Ameaçada" e foi fisgada pelo prazer de
representar. Entrou para a novelas, nas emissoras da época.
Fez na TV Excelsior: "Gente Como a Gente". Na TV Record fez :"Prisioneiro de um Sonho". Mas Lélia percebeu que o teatro estava em seu sangue
e fez em 64: "Vereda da Salvação". Esteve depois na TV Tupi, fazendo: "Os Quatro
Filhos", "Um Rosto Perdido", "Calúnia", "Paixão Proibida". Intercalando com
brilhante participação em :"Redenção", novela da TV Excelsior. Fez também cinema.
Apareceu em :"O Caso dos Irmãos Naves", "Anjo Assassino", "O Quarto". Mas uma vez
foi para TV Excelsior, tendo feito então: "Terceiro Pecado", "Dez Vidas", "As
Bruxas". E na TV Tupi, participou de: "O Meu Pé de Laranja Lima", "Beto
Rockfeller", "Nossa Filha Gabriela", "Na Idade do Lobo". Fez então o importante
filme: "Joanna Francesa".
No teatro fez "Eles Não Usam Black-Tie". Entrou para Rede Globo de Televisão,
fazendo as novelas: "Avenida Paulista", "Pão Pão, Beijo Beijo", "O Tempo e o
Vento", onde fez o célebre personagem: Bibiana.
Foi para TV Manchete, e trabalhou em: "Mania de Querer", "A História de Ana Raio
e Zé Trovão". E voltou ao cinema fazendo: "Manôushe", "Mil e Uma".
Inegavelmente Lélia Abramo foi uma atriz importante e respeitada, em todos os
palcos. Mas sua participação mais importante foi no sindicato da classe. Por ser
jornalista, era sempre requisitada para as reuniões. Militou pelos diretos dos
colegas, tendo sido presidente do Sindicato dos Atores de São Paulo, por muitos
anos.
Com isso afastou-se dos trabalhos de atriz, dos quais, no entanto, sentia
saudade.
Lélia Abramo faleceu em 11 de abril de 2004.
Estava com 93 anos de idade.
Ela foi grande personalidade feminina, dos meios artísticos brasileiros,
lembrada em todas as horas, em todos os tempos.