
BIOGRAFIA DE ELKE MARAVILHA PARA O MUSEU DA TELEVISÃO BRASILEIRA
Elke Giorgierena Grunnupp Evremides, conhecida como Elke Maravilha, nasceu na cidade de São Petersburgo, na Rússia, em 22 de fevereiro de 1945. Seu pai se chamava George Grunupp e a mãe Liezelotte Sonden. A família migrou para o Brasil em 1952. Elke tinha 6 anos. Loira, alta, inteligente, foi com os pais para a cidade de Mato Dentro, em Minas Gerais. Só bem mais tarde é que foi para os grandes centros e começou sua carreira artística.
Em garota seus estudos foram mais ligados às línguas. E ela aprendeu nove idiomas,todos com perfeição. Elke fala: alemão, italiano, espanhol, russo, português, francês,inglês,grego e latim. Ela foi bancária, secretária trilíngüe, bibliotecária e professora de francês na Aliança Francesa, sendo a mais jovem dentre todas e de inglês, na União Cultural Brasil-Estados Unidos.
Aos 24 anos, Elke começou sua carreira como modelo e manequim.Seu primeiro costureiro foi Guilherme Guimarães e ela depois passou por vários estilistas famosos. Aos poucos, porém, foi criando seu estilo. No começo apenas seguia as normais estipuladas, ou seja, maquiagem bem feita, mas sóbria, cabelos idem, corpo esguio, era ,enfim, uma boa modelo. Mas seus temperamento, lá , dentro dela, era maior. Sua criatividade não se continha. E ela foi criando caras, penteados,chapéus, adereços, enfim, foi criando a Elke Maravilha. A personalidade foi florescendo, sua marca foi se criando e ela foi ganhando outros espaços no teatro e na televisão brasileiras.Mesclando exotismo, conhecimento humano e uma profunda alegria de viver, Elke também foi atriz.
Sua carreira em televisão , começou no "Cassino do Chacrinha", do Velho Guerreiro, que ela conquistou de "cara", pois quando foi convidada para participar como jurada de um programa seu, compareceu com uma buzina, como ele também fazia e isso o agradou e não o contrariou. Ficaram logo amigos e ela foi jurada de seus programas por muitos anos. Depois foi jurada dos programas de Sílvio Santos,onde a cada dia criava um novo tipo. "Atriz, produtora e diretora de si mesma", Elke sempre conseguiu se impor. Mesmo nos desfiles, que continuou fazendo por uns tempos,foi sendo respeitada, e criando em cima dos modelos que desfilava.
Elke Maravilha foi também atriz de várias novelas. Na TV Tupi, participou da novela:"A Volta de Beto Rockfeller". Depois entrou em "Memórias de Um Gigolô", que foi dirigida por Walter Avancini. Sua atuação como dona de um bordel, lhe rendeu o convite para ser madrinha da Associação das Prostitutas do Rio de Janeiro. Ela fez o Talk-Show" ELKE", no SBT. Na Rede Bandeirantes fez o "Quadro Esotérico", do programa "Amaury Junior."
No cinema fez diversas participações: Fez: "Barão Otelo no Barato dos Bilhões", com Grande Otelo.Fez:"Quando o Carnaval Chegar" e "Xica da Silva", de Cacá Diegues. Fez:"Pixote", de Hector Babenco. Fez:" A Noiva da Cidade",dirigido por Alex Viany. Fez:"Gente que Transa", de Silvio de Abreu"."A Força de Xangô", dirigido por Iberê Cavalcante.Fez: "Elke Maravilha, Contra o Homem Atômico", filme infantil de Gilvan Pereira."Xuxa Requebra", direção de Tizuka Yamazaki. "Tanga- Deu no New York Times", de Henfil.
No teatro, fez:"Viva o Cordão Encarnado", dirigido por Luiz Mendonça. Também dirigida por ele, fez:"O Castelo das Sete Torres". e "Rio de Cabo a Rabo". Fez:"Eu Gosto de Mamãe", dirigida por Clovis Bueno. "A Rainha Morta", dirigida por Luiz Carlos Ripper."O Homem e o Cavalo", com direção de José Celso Martinez. "Orfeu da Carnaval", direção de Haroldo Costa."O Lobo da Madrugada",dirigido por Annamaria Dias."Carlota Joaquina", dirigida por Nuno Leal Maia. Sempre grandes diretores e sempre grandes papeis, foram reservados à Elke Maravilha.
Em 2008, Elke Maravilha fez o musical:"Elke-do Sagrado Ao Profano",onde interpretava canções e textos.
Diz Elke, sobre si mesma: "Comecei a rasgar a roupa, sair às ruas, pintar o rosto de forma extravagante e fui por aí. Levei até cuspida na cara. Mas se aquela não fosse minha verdade profunda, meu verdadeiro eu, teria voltado atrás. Como não voltei, entendi tudo como um grande desafio e fui em frente.Eu nunca quis agredir ninguém. O que quero é brincar, me comunicar, me mostrar, ser feliz, e fazer os outros felizes. A grande arte não é viver. É conviver"