
BIOGRAFIA DE CARMINHA BRANDÃO, PARA O MUSEU DA TELEVISÃO BRASILEIRA
A atriz Carminha Brandão estreou em novelas na TV Rio fazendo um dos papéis de "A Morta Sem Espelho", em 1963. A novela era escrita pelo polêmico Nelson Rodrigues. Nesse ano começavam no Brasil as novelas diárias. A produção tinha um grande elenco, encabeçado por Fernanda Montenegro, também estreando em novelas diárias; e trilha de Vinícius de Moraes. Mas não foi liberada para o horário previsto: oito e meia da noite. Ficou “escondida” na faixa das onze e meia. Durou pouco.
No mesmo ano esteve em outra novela da emissora, "Pouco Amor Não É Amor". Mudou-se para São Paulo e fez "Marcados pelo Amor" na Record. Foi para a Excelsior onde atuou em grandes sucessos da época como "Anjo Marcado" "Almas de Pedra" "O Morro dos Ventos Uivantes", "O Tempo e o Vento", "O Terceiro Pecado”, "Os Diabólicos", "Sangue do Meu Sangue". Como contratada da Record esteve em "Editora Mayo, Bom Dia", e pela Globo fez "Minha Doce Namorada". Voltou para a Record onde esteve em "Pingo de Gente" e "Quarenta Anos Depois". Seguiu então participando de uma série de novelas famosas na Tupi: "Camomila e Bem-Me-Quer", "Mulheres de Areia", "Os Inocentes", "A Barba-Azul", "Ovelha Negra", "A Viagem", "O Julgamento”, “O Profeta" e "Aritana".
Com o declínio da Tupi atuou na Bandeirantes onde participou de "Cavalo Amarelo" e "Maçã do Amor". Se afastou da carreira no final dos anos 80.