
ALFREDO MESQUITA
BIOGRAFIA DE ALFREDO MESQUITA PARA O MUSEU DA TELEVISÃO BRASILEIRA
O ator, diretor e autor Alfredo Mesquita foi muito importante para a cultura teatral brasileira. Ele nasceu na capital paulista, em 1907 e faleceu em 1987, também em São Paulo.
Sempre voltado às artes cênicas, foi ele o fundador do Conjunto Amador Grupo de Teatro Experimental, que foi uma das raízes, de onde brotou depois o importante “Teatro Brasileiro de Comédia”, o famoso TBC. E foi Alfredo Mesquita que criou também a Escola de Arte Dramática: EAD.
Em 1936, ele escreveu a peça: “Esperança em Família”, que foi levada em cena por Procópio Ferreira, o principal ator da época. No mesmo ano, escreveu: “Noite de São Paulo”. Montada com reminiscências da vida do autor, em fazendas de café. Essa peça foi montada no Teatro Municipal de São Paulo. Em 1937, sua peça: “Em Família”, foi montada e dirigida por Procópio. Em 1938, Alfredo Mesquita encenou “Casa Assombrada”, mais uma obra sua e no ano seguinte: “Dona Branca”.
Nessa época Alfredo Mesquita já havia marcado seu nome no cenário teatral paulista. Mas, continuava seu trabalho em vários campos. Em 1942, o autor fundou a Livraria Jaraguá e a revista Clima, por onde veicularia novas idéias e posicionamentos culturais brasileiros.
Em seguida fundou o EAD- Escola de Arte Dramática, por onde passaram os principais atores de teatro da época. Em princípio, o EAD funcionou no Externato Elvira Brandão. Ela se tornou a “menina dos olhos” do doutor Alfredo, como era chamado por todos. Ele dedicava-se a ela em tempo integral. Depois a EAD transferiu-se para um casarão no bairro de Higienópolis. Depois instalou-se no Liceu de Artes e Ofícios, pois teve dificuldades de se manter financeiramente. Em 1968, foi incorporada pela USP – Universidade de São Paulo.
Dentro do EAD foram encenadas várias peças de Alfredo Mesquita, tais como: “Um Abrigo”, “Mãe e Filha”, “Luar Pela Janela”, “Os Pirâmadas”, “A Senhoria”.
Alfredo Mesquita ficou marcado por dar dignidade á profissão do ator, não só por ter criado a escola, mas por tê-la dirigido por vinte anos. A dramaturga Marta Góes, autora de uma biografia sobre ele, chama-o de: “Alfredo Mesquita – Um Granfino na Contramão”, pois tinha sempre dentro de si o sentido do dever, de ter que fazer alguma coisa pela cultura da sociedade brasileira.
Todos os atores que com ele estudaram, não o esquecem jamais.