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ALCINA DE TOLEDO

BIOGRAFIA DE ALCINA DE TOLEDO PARA O MUSEU DA TELEVISÃO BRASILEIRA

Alcina Pereira Lebrão , em arte  Alcina de Toledo, que é seu nome de solteira, nasceu em São Paulo, a 13  de junho de 1928.  Iniciou sua carreira como funcionária do Departamento Pessoal das Emissoras Associadas, que em São Paulo eram formadas pelas  rádios Tupi e Difusora e mais tarde, Radio  Cultura e TV Tupi.  Desse cargo , foi transferida para  a sede que ficava no bairro de Sumaré, como secretária de Sarita Campos, grande nome do rádio na época e esposa do diretor Dermival Costalima. Durante os 4 anos seguidos,escreveu como colaboradora de Sarita, aproveitando o grande aprendizado que lhe era oferecido por ela,que se tornou uma mestra do ofício de escrever para a sua secretária e amiga. A jovem colaboradora Alcina, começou a escrever novelas, incentivada por Dermival Costa Lima, que abriu para ela a chance de ser novelista, após a partida do novelista Ciro Bassini para a Itália.  Mas Alcina continuou a escrever programas femininos, tornando-se também ensaiadora e diretora de programas. Em 1952, foi inaugurada a Rádio Nacional de São Paulo. Houve,  na cidade, um movimento grande de transferência para a nova emissora, capitaneado por Dermival Costalima, que era chamado por todos de :"O chefe". Alcina já agora  era  reconhecida como redatora e, principalmente, novelista. Com a chegada do Canal 5,  a TV Paulista e a Organização Victor Costa, Alcina de Toledo escreveu também novelas para a televisão, dirigindo e organizando a programação vespertina do "Clube do Lar". Ao mesmo tempo, pela necessidade de ampliar seu trabalho, usou o pseudônimo de Cristina Leblon, nome de uma de suas filhas, para escrever para o Canal 9- TV Excelsior  Isso nos anos 64,65. Continuou seu trabalho entre TV e Rádio, na Organização Victor Costa, acumulando funções e trabalhando demais, embora tivesse filhas pequenas, pois havia se casado como o radialista Paulo Leblon e enviuvado dele.  Houve o momento em que houve uma regulamentação nas emissoras e foram separadas as equipes que iriam fazer só rádio e as que fariam televisão. Alcina de Toledo  passou a fazer apenas rádio, seu veículo de origem, com o qual sentia maior afinidade. Com o advento da Rádio Globo de São Paulo, Alcina continuou a trabalhar ali até o ano de 1985, quando se aposentou. Mas  mesmo depois de aposentada, Alcina de Toledo ainda trabalhou na Rádio Capital e na Rádio Gazeta, sempre como redatora e diretora de programas. Suas principais novelas foram:"Amor, Lágrimas e Esperança", a primeira que ela escreveu para o rádio e a mais famosa foi:"Caminhos da Saudade".Para a televisão, entre outras escreveu:"Uma Sombra em Minha Vida", para a TV Excelsior e "Cadeia de Cristal", para a TV Paulista,  que depois passou a ser TV Globo.

Essa é uma grande e singela Alcina de Toledo, mulher forte e doce, que enfrentou várias dificuldades. Ela foi casada com Paulo  Leblon,com quem teve a filha Maria Cristina,  mas  Paulo  veio a falecer em 17 de dezembro de 1958. Ele  deixou uma filhinha, Silvia Leblon, que ficou órfã de pai ,   e já havia perdido a mãe, a atriz Cidinha Leblon  Silvia foi então criada por Alcina de Toledo, como sua verdadeira filha. Alcina casou-se depois com o radialista Hélio de Aguiar,  com quem não teve filhos e de quem veio também a enviuvar  .

Alcina de Toledo sempre foi amorosa, carinhosa, boa amiga, grande colega e sobretudo  grande mãe, a :"mãezinha", como as filhas a chamam.