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MAURO MENDONÇA


Mauro Pereira de Mendonça, em arte Mauro Mendonça, nasceu em Ubá, cidade de Minas Gerais, em 02 de abril de 1931. Filho do promotor Euclides e da dona de casa Maria dos Santos Padilha. Teve uma infância própria do interior, cheia de peraltices, terra, rio, pescaria, fruta no pé. Levava muita “coça”, pois era dos mais moleques. Mas o pai o fazia estudar. Queria que ele fosse advogado também. Depois, transferiu-se com a família para o Rio de Janeiro, pois o pai havia falecido, e chegou a se preparar para o vestibular de Direito, quando conheceu pessoas ligadas à arte. E o rapaz abandonou tudo, tendo escolhido sua verdadeira carreira, a de ator. E ele que sempre foi da “pá virada”, desde a infância, amava os artistas de rádio e cinema. Tinha verdadeiro fascínio por Shirley Temple e por Nhô Totico, de São Paulo. Foi no “Vermelhinho”, bar frequentado por artistas, que conheceu vários deles. À época trabalhava em banco, pois precisava se manter e ajudar a família. Começou a fazer teatro amador por brincadeira. E aí já participou de peças importantes, como “O homem e as armas”, e “Frankel”, de Antonio Callado. Na verdade seu sonho era o cinema e cada vez que assistia a um bom filme, dizia: “Eu sou capaz de fazer isso” . Foram Jackson de Souza e o pai Modesto de Souza que lhe deram o primeiro empurrão. Fez o teste no T.B.C. com o famoso diretor Ziembinsky e começou a trabalhar. Seus colegas eram maravilhosos: Fregolente, Mauricio Vanneau, Milton Morais, Sergio Brito, Natalia Thimberg. Fez “Santa Marta Fabril” “Casa do Chá de Luar de Agosto”, sempre com casas cheias, pois Franco Zampari, o responsável geral, quando havia só “ meia casa”, tirava a peça de cartaz. Eram bons tempos. Na televisão, sua primeira experiência foi na TV Record, depois a TV Tupi e TV Paulista, agora já em São Paulo. Não se desligou do Rio, fazendo grandes participações tanto na TV Continental, como na TV Rio e TV Tupi do Rio. Aí aconteceu na sua vida a TV Excelsior de São Paulo, que foi um divisor de águas. Peças e novelas importantes aconteceram e delas Mauro Mendonça pode participar. Sempre continuava fazendo teatro. E foi quando fazia “Rua São Luiz” que conheceu a atriz Rosa Maria Murtinho, com quem veio a se casar e com quem teve dois filhos. Fez logo a seguir: Üm bonde chamado desejo”. Estava no Teatro Oficina, muito importante então. Mas voltando a TV Excelsior, em que ele era contratado, seu grande sucesso foi a novela “A Muralha”, de Ivani Ribeiro. Foi uma novela que sacudiu São Paulo. Em 1973 foi para a TV Globo, pois a Excelsior de São Paulo, havia falido. Ali, depois de participações pequenas, fez a primeira novela colorida “O Espigão” de Dias Gomes. Fez depois muitas outras novelas de sucesso, como: “Estupido Cupido” , “Rebu”, “Dancing Days”, “’Agua Viva”, “Espelho Mágico”, “Feijão Maravilha”, “Champanhe”, “Louco Amor” . No total, sempre em grandes papéis, participou de 47 novelas. Mas não deixou o teatro e foi em “Evita”, no papel de “Peron”, em que esteve magistral. Para esse papel foi a New York e Londres, assistir às montegens de lá. E afinal criou o “seu” Peron, considerado magnífico. No cinema fez 12 filmes, dentre os quais: “Dona flor e seus dois maridos”. Sua novela que “ganhou o mundo” foi “Sinhá Moça” . Quando perguntado como conseguiu uma carreira de tanto sucesso, ele responde: “Tive a sorte de trabalhar muito e seriamente, de fazer o “Oficina”, de ter trabalhado com mestres como Cacilda Becker, e ao mesmo tempo por ter proteção de meus guias espirituais. Sou espírita. E por ter temperamento inquieto, muitas vezes tive que recorrer a eles. Fiz mesmo uma reeducação pessoal, para que eu conseguisse manter sempre a mesma garra, a mesma disposição e a mesma vontade. Quase cheguei a me perder pelos caminhos da vida, mas meus guias me guiaram e me reconduziram. A eles eu deve então tudo o que sou”.

 
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