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MARLENE FRANÇA


O nome completo da atriz Marlene França era Marlene França Ippolito. Ela nasceu numa pequena cidade , que hoje tem menos de 20 mil habitantes, chamada Uauá,no interior da Bahia. Sua família era bem pobre. Com dez irmãos, a mãe era doméstica e o pai lavrador. Marlene e os irmãos todos ajudavam na roça. Com os pais e os irmãos mudou de cidade várias vezes, por motivo de sobrevivência. Certa vez, já grandinha, estava ela em uma banca de frutas, como vendedora de laranjas, na cidade de Feira de Santana, quando Alex Viany, cineasta a viu e se impressionou com sua beleza. Convidou-a para fazer um teste para um filme que ia rodar. A família se espantou, mas a menina se entusiasmou. E dali há pouco tempo, estava Marlene integrada no cinema nacional.

Mudou-se com uma pessoa da casa , para a capital paulista. E correu atrás do sonho que tinha começado em sua vida. Dos anos 50 aos 80 atuou em mais de 40 filmes. Um dos que a fez famosa foi “ Jeca Tatu”, ao lado do caipira Mazzaropi, estrela da época. E lá continuou Marlene França. Fez ainda com esse astro, os filmes. “ Jeca Tatu”, “ Lampião, o Rei do Cangaço”. Depois o cinema brasileiro entrou na fase das pornochanchadas e Marlene também esteve nela. Fez, entre outros, os filmes: “ O Bem Dotado”, “ O Homem de Itu”.

Marlene França esteve em televisão. Esteve num episódio da icônica série “Vigilante Rodoviário. Em novela fez “Conflito” (1963). “Almas de Pedra (1966), “A Ré Misteriosa (1966), “Ciúmes (1966)”, “Yoshico, um Poema de Amor” (1967) e  “Os Rebeldes” (1967).

Marlene também cantou na noite paulistana. Fez ainda teatro. Por suas atuações, ganhou vários prêmios.Recebeu o prêmio “Governador do Estado de São Paulo”, como Melhor Atriz, e também o prêmio do Festival de Gramado.

Inteligente e viva que era, a partir dos anos 80, começou a dirigir filmes-documentários, entre os quais: “ Frei Tito”. Foi casada com o cineasta Milton Amaral, mas divorciou-se e depois se casou com o empresário Ângelo Andréa Matarazzo. Com ele teve três filhos. E ganhou também uma neta. Perdeu um filho já moço, atropelado.

Sua vida foi contada no livro: “ Do Sertão da Bahia, ao Clã Matarazzo”, escrito por Maria do Rosário Caetano, para a Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial de São Paulo.

Marlene França Ippolito morreu no dia 23 de setembro de 2011, de infarto fulminante, em sua casa, em Itatiba. Estava com 68 anos de idade.

 
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