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MARCOS PLONKA


Marcos Plonka nasceu em 26 de setembro de 1939, em São Paulo, capital, no bairro de Tatuapé. Era de família judia. Seus pais eram da Polônia e vieram para o Brasil, logo antes da segunda Guerra Mundial. Aqui foram ser comerciantes e passaram a ser chamados de “turco da prestação”, nome genérico que na época se dava a todos os mascates, a todo vendedor de “porta em porta”. Marcos Plonka, mesmo no tempo da escola, só pensava em fazer rádio, em ser locutor. Tentou, fez teste, mas não conseguiu. O que conseguiu foi um papel no “Teatro da Juventude”, de Tatiana Belinky e Julio Gouveia. Plonka começou na Televisão Tupi, onde o Tesp atuava.Com Plonka estava, desde o começo, o amigo e “quase irmão” Elias Gleiser. Suas famílias vieram juntas da Polônia. Do “Teatro da Juventude”, Plonka passou a participar de todos osteleteatros da casa.

Participou de vários “TVs de Vanguarda”, fazendo papéis sérios. Mas se deu melhor nos “TVs de Comédia”, de Geraldo Vietri. Com ele fez inúmeros trabalhos, tanto na televisão quanto no cinema. Passou a fazer parte de seu elenco e Vietri tinha ciúme de sua turma. Zangava-se mesmo, quando algum deles participava de outros programas. Mas Plonka, embora adorasse Vietri, trabalhou também muito com Wanda Kosmo, e colaborou na direção do “Grande Teatro Tupi”, sempre na TV Tupi.

Fez também muitas novelas, entre as quais: “Nino o italianinho” com muito sucesso, pois Geraldo Vietri fez uma série de novelasenfocando tipos de imigrantes estrangeiros, residentes na Zona Leste da capitalpaulista. O humor estava no sangue de Plonka e ele acabou cedendo e participando apenas de comédias. Depois da TV Tupi, das dublagens, dos filmes e dos teatros, por fim a Rede Globo de Televisão apareceu em sua vida, já quando era um ator experiente. Nessa grande emissora para a qual foi, quando a Tupi foi à falência, Marcos Plonka participou de programas de grande sucesso, como “Planeta dos Homens” , “Balança, mas não cai” , “Os Trapalhões” , ‘ChicoAnisio Show”, “Chico City” , “Escolinha do Professor Raimundo”. Nesse programa consagrou o personagem judeu Samuel Blaustein, com alguns bordões conhecidos e repetidos por todo o Brasil, como: “Fazemos qualquer negócio” . A coisa pegou tanto que Plonka montou um show com o mesmo nome, que apresentou por toda a parte, em teatros, convenções, etc.

Filmes também Plonka fez muitos, quase sempre ligado a Geraldo Vietri, em verdade, seu grande amigo e incentivador. Por outro lado, porém, Plonka sempre teve atividades paralelas. Não ficou apenas sendo ator. Foi empresário em várias áreas. Teve um restaurante em São Paulo, o “Dom Place”. Casado com a atriz Olivia Camargo, por muitas décadas, o casal teve dois filhos: Fátima e Sidney.

A “Escolinha” esteve no ar novamente, pela Rede Record de Televisão, por duas vezes. Com o nome “Escolinha do Barulho”, em 1999, e como quadro no programa de Gugu Liberato, em 2011. Em ambos, Plonka interpretou o eterno personagem Samuel Blaustein.

Nos anos 2000, fez algumas participações especiais em programas humorísticos da TV Globo e da TV Record. Esse foi Marcos Plonka, o judeu bem brasileiro, que sempre foi capaz de fazer muitos amigos.

Faleceu em 8 de setembro de 2011, aos 71 anos.

 
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