Museu da TV, Rádio & Cinema


JORGE EDO


Jorge Edo nasceu em São Paulo, a 23 de abril de 1918. Seus avós eram espanhóis e seu pai também. Este veio para o Brasil ainda de colo, e se transformou num grande brasileiro. Do lado da mãe, eram portugueses. Todos imigrantes. Seus pais se casaram e tiveram três filhos. Seu pai morreu cedo, aos 45 anos.

Jorge estudou, tendo feito a Escola Superior de Mecânica e Eletricidade. Não terminou o curso de engenharia, mas por muitos e muitos anos foi professor de eletrônica no Instituto Edson e na Escola Técnica Getúlio Vargas. E essa foi sua paixão desde a infância. Era daqueles moleques que vivem fazendo experiências com eletricidade. Foi assim que chegou às Emissoras Associadas. Principiou em rádio, passando depois para a televisão.

Na verdade, bem antes havia se deslumbrado ao ver um receptor de Galena, em que todo mundo ficava do lado daquele rádio incipiente, dizendo: “Deixa eu ouvir um pouquinho”, pois havia um fone em que só um podia ouvir de cada vez. Só depois é que vieram as válvulas. Na Rádio Tupi , Edo começou já como chefe de técnica, e do transmissor também. Por sua sorte, Chateaubriand, o “dono”, o jornalista-empresário, resolveu adquirir uma emissora de televisão e Edo, mais o seu diretor, o engenheiro Mario Alderighi, foram mandados para os Estados Unidos para escolher o material. Sem nunca ter visto uma emissora de televisão, lá foram eles para adquirir tudo; desde câmeras, como também material para montar a torre de televisão. Passaram um mês na emissora NBC americana, e foi na RCA que adquiriram tudo. Era, praticamente, o início da televisão no mundo. E os dois brasileiros, que ali estavam, deram o “start”, para a televisão no Brasil, que foi a PRF3 – TV Tupi, de São Paulo.

Sua inauguração se deu a 18 de setembro de 1950, depois de algumas demonstrações experimentais. Jorge Edo conta que na noite de estréia, 3 câmeras estavam preparadas e ensaiadas, mas uma não funcionou. Então, o americano Obermiller, que aqui estava supervisionando tudo, teve, ele próprio uma pane, e desapareceu. Foi Jorge Edo que estava trabalhando e que,”com o jeitinho brasileiro”, colocou a emissora no ar. Foi um sucesso. As retransmissões que aconteceram depois, foram conseguidas com “suor e lágrimas”. “Lágrimas de alegria”, diz Edo, pois sempre conseguimos. A 1ª foi para Santos. Grande dificuldade… havia um morro no meio … Depois Campinas, depois Ribeirão Preto… O grande feito, porém, foi a retransmissão da inauguração de Brasília. “Foram montados 3 links, em aviões DC3. Todos girando, e passando a imagem para o outro, e o último para a terra”. “Foi um sucesso, à moda brasileira. Pioneirísticamente”.

Jorge Edo é falecido.

 
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