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J. HAWILLA


José Hawilla nasceu no interior de São Paulo, filho de uma família que tinha um laticínio, em São José do Rio Preto. Ele foi locutor esportivo de rádio e de televisão.

J. Hawilla começou a carreira de locutor esportivo de rádio no interior paulista. Mas mudou-se para a capital, em 1967, e foi contratado pela Rede Bandeirantes, fazendo rádio e também televisão, sempre na área esportiva

Em 1970, foi para a Rede Globo, segundo ele, por indicação da apresentadora Marília Gabriela, que lá fazia o programa “ TV Mulher”, líder de audiência nas manhãs da Globo. Ele chegou a ser apresentador do programa: “Globo Esporte”. Mas enfrentou um problema sério, pois liderou uma greve na emissora e foi afastado do cargo por 100 dias, em 1979.

Como ele mesmo afirmou em depoimento ao Museu da TV: “Aquilo foi terrível para mim. Tinha casado há pouco tempo. Já tínhamos um filho de seis meses e eu fiquei desempregado. Como fazer? Eu não estava preparado para ficar sem emprego. Então jurei a mim mesmo, que teria negócio próprio e nunca mais dependeria de ninguém. Fui recontratado pela Globo. Mesmo assim, abri meu negócio. De dia apresentava o programa. De noite, fazia tudo para emplacar como empreendedor. E ainda estudava. Fiz Direito. Me formei. Em 1980, comprei a “Traffic” por 15 mil reais. Era uma pequena empresa que fazia anúncio em ônibus. Percebi que eu tinha ali um filão de negócio: a comercialização de anúncios em placas, ao redor dos estádios de futebol. Eu trabalhava dia e noite. Só não tinha tempo de dormir”.

“A comercialização nos campos de futebol era uma bagunça no Brasil. O cara dava dois sacos de cimento de presente ao clube e colocava uma placa no estádio, por dois anos. Pois transformei a Traffic numa empresa de publicidade de futebol. Chegamos a estar em 25 estádios e ganhamos muito dinheiro. É claro, pedi demissão da Globo. Era 1982.E eu havia cumprido meu juramento. Não dependia mais de ninguém”.

J. Hawilla foi casado por quase 40 anos com Eliane. Eles tiveram três filhos: Stefano, Renata e Rafael. Os dois rapazes trabalharam com ele na Traffic.

Em 2009 ele comprou das Organizações Globo, o Jornal  “Diário de São Paulo”.

Ele faleceu, aos 74 anos, em 25 de maio de 2018, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, com problemas respiratórios. J. Hawilla tinha retornado ao Brasil havia alguns meses, depois de passar cinco anos nos Estados Unidos.

 
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