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INEZITA BARROSO


Inezita Barroso nasceu em 4 de março de 1925.

Criadora de “Lampião de Gás”, chamava-se Inês Madalena Aranha de Lima. A família do pai sempre foi muito musical. Ninguém era profissional, mas todos tinham paixão pela música e tocavam instrumentos musicais. Havia uma avó que cantava e Inezita achava que herdou seu dom dela. O avô era professor de Grego e Latim. Inezita nasceu no bairro da Barra Funda, em 04 de março de 1925,um domingo de carnaval. Inezita era moleca, gostava de brincar com os meninos.

Estudou sempre no Colégio Caetano de Campos, no centro da capital paulista. Desde cedo gostava de declamar, de cantar e de tocar violão, mas apaixonou-se por viola. Cantava em quermesses, igrejas, festas de aniversário, sem nunca pensar que viria a ser uma profissional. Mas aí se casou com um cearense, Adolfo Cabral Barroso e começou a viajar por todo o nordeste brasileiro. Começou a cantar em rádio. Chegando a São Paulo, foi cantar na Rádio Nacional. Em 1954 foi para a TV Record, que estava sendo inaugurada. Sempre com programa próprio. Fez filmes na Vera Cruz.

Lançou o programa “Vamos falar de Brasil”, e foi, aos poucos, tornando-se uma cantora essencialmente brasileira. Ganhou na sua vida artística todos os prêmios possíveis. Ganhou sete “Roquete Pinto”, maior troféu da época. Ganhou o “Saci”, do cinema. Ganhou o Prêmio Sharp, sempre como melhor cantora. Estudou folclore “in loco”, indo por todo o interior brasileiro buscando as raízes, as danças, os sons, as músicas. Teve uma filha, e hoje tem três netas já grandes. Mas, na verdade, sempre foi solitária, pois seu grande prazer era viajar, cantar e ensinar folclore. Inezita gravou 78 discos, entre 78 Rotações, LPs e CDs. Uma música sua de grande sucesso foi “Marvada Pinga”,conhecida até hoje pelas novas gerações.

Inezita começou na TV Cultura um horário seu, sempre divulgando violeiros, cantores, sertanejos, que ficou no ar de 1968 até 2015, ano de seu falecimento. Participou desse programa, que se chamava: “Viola, minha viola”.Moraes Sarmento no começo a ajudava a apresentá-lo, depois Inezita ficou sozinha no programa, mas não o deixou cair. Por seu programa passaram todos os cantores “caipiras”, palavra que ela amava e enaltecia. Para ela, que em verdade nasceu na capital paulistana, São Paulo era pouco ligado às suas raízes.

Inezita Barroso tornou-se então um baluarte, nessa luta contínua. Foi professora de Folclore em várias faculdades, mas cantava sempre, pois sua voz e sua musicalidade eram inconfundíveis e eternas. A cantora recebeu o título de “Cidadã Paulista”,na Câmara de Vereadores de São Paulo e inúmeros outros galardões. Foi enredo de samba várias vezes. E tudo isso ela amava, embora fosse uma mulher discreta e de vida comedida. Só não gostava do que não era autêntico. Batalhadora, guerreira, essa foi Inezita Barroso, com sua voz semímpar, que nos deixou em 8 de março de 2015, aos 90 anos.

 
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