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EWALDO DE ALMEIDA PINTO


Ewaldo de Almeida Pinto nasceu em São Manoel, cidade Paulista, em 18 de fevereiro de 1922. Filho do administrador de fazendas Alipio de Almeida Pinto e de dona Maximilia, professora. Teve infância difícil, pois o pai morreu, quando ele tinha doze anos de idade. A mãe foi uma batalhadora, que criou sozinha a ele, e a outra filha, Terezinha. Ewaldo fez o primário em São Manoel, mas só estudava em livros emprestados, até que se formou na Escola Normal e logo foi ser professor da Escola Técnica Agrícola, em São Manoel.

Em 1947 veio para São Paulo. Na sua infância, para ajudar a mãe, foi ser entregador de marmita, colhedor de café, de algodão, e tudo que era possível ser, em sua tenra idade. Em São Paulo, logo foi trabalhar na Superintendência do Ensino Profissional. Morava, a princípio, em pensão, até a vinda para a capital, da mãe e da irmã. Rapaz sério, aplicado, fez concurso e passou para o rádio-jornalismo da Rádio Excelsior. Era o ano de 1949, e Ewaldo então ingressou para um veículo de comunicação. Foi ser locutor e a seguir redator. Nabrantino Ramos, seu chefe, foi para ele um professor notável.

Sendo assim, Ewaldo passou a correspondente da Agência France Press. Era também chefe do departamento de jornalismo da Rádio Excelsior e Rádio Nacional de São Paulo. Depois foi para a Organização Victor Costa, que em seguida comprou a Televisão Paulista. Foi uma situação privilegiada, como achou Ewaldo, que estava bastante ligado às personalidades políticas, tendo acompanhado de perto o suicídio de Getúlio Vargas, fazendo entrevistas por telefone, estando inteiramente ligado aos acontecimentos da época. Aprendeu até a filmar, para levar os trabalhos à televisão Paulista, como era feito na época.

Ficou muito ligado a Victor Costa, de quem se tornou até amigo. A TV Paulista, que mais tarde tornou-se a TV Globo, fez muito sucesso nesse tempo, levando para lá grandes cartazes, quer como atores, quer como cantores. Ewaldo estava à frente do tele-jornalismo. E aí foi colocado pelo professor Alipio Corrêa Neto, como candidato à Câmara Federal. Esse foi o espanto de todos, e até do próprio Ewaldo. Ele não começou pela vereança, já foi para o âmbito nacional, em política. E foi eleito. Era uma grande responsabilidade. Mudou-se para Brasília, e não fez do mandato “um bico”. Dedicou-se em tempo integral. Tinha prestígio e fazia principalmente trabalhos ligados à educação. Foi membro da Comissão de Educação e da Comissão de Relações Exteriores.

E foi reeleito em 1966. Até que foi cassado, quando da Revolução de 31 de março. O Ato Institucional n° 5 levou Ewaldo de Almeida Pinto a mudar totalmente de vida e praticamente desaparecer. Conseguiu mais tarde, ser vendedor de madeira, cidadão anônimo, para poder sobreviver. Não conseguiu voltar à televisão. Parece-lhe que todos temiam dar emprego a um “cassado”. E foi levando sua vida. Ele, que tinha sido fundador do Movimento Democrático Brasileiro – MDB, mais tarde PMDB, ficou estigmatizado.

Mais tarde conseguiu emprego na Prefeitura de São Bernardo do Campo, graças ao jornalista Edson Motta, um amigo. Mais tarde passou para a PRODASP, onde fez um belo trabalho de recuperação da empresa. Foi ainda diretor administrativo da Comgás, em São Paulo e participou da DERSA e fez trabalho voluntário no Conselho Estadual do Idoso, do IAMSP, e também na TV Comunitária de São Paulo. Embora tendo tido percalços em sua vida profissional, como cassado e perseguido, Ewaldo de Almeida Pinto nãoparou.. Foi também membro da Comissão de Justiça e Paz de São Paulo. Trabalhador sério, organizado, há uma frase dele que vale a pena registrar: “Deus me conserve a capacidade de ser e ter amigos”.

Ewaldo de Almeida PInto éfalecido.

 
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