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ELOÍSA MAFALDA


Eloísa Mafalda chama-se Mafalda Theoto, neta de italianos. Nascida em Jundiaí, interior de São Paulo, em 18 de setembro de 1924. Já nasceu alegre. Diz brincando: “Eu era infeliz e não sabia”. Na verdade, as dificuldades financeiras da família, lhe eram passadas de forma alegre, pois tudo o que queria era se divertir. Gostava de esportes. Ganhou medalha de natação e até ia tomar parte nas Olimpíadas de 1936, quando, segundo ela: “Hitler atrapalhou tudo”.

Foi para a capital paulista para treinar. Foi aí, em 1940, que os pais se separaram. E o irmão Oliveira Neto foi ser locutor nas Rádios Tupi e Difusora de São Paulo. Mafalda foi ser costureira. Adorava trabalhar e gostou muito. Depois foi trabalhar como auxiliar de escritório nas Emissoras Associadas. O que recebia dava tudo para a mãe, pois sempre foi ligada à família. Nos escritórios da Tupi e Difusora trabalhou com dona Alice Waldvogel, que foi muito importante em sua vida, e que Mafalda jamais esqueceu. Era uma alemã certinha, que muito ajudou a garota e a ensinou as linhas mestras de sua futura profissão, a arte. Esta aconteceu por acaso. Na verdade desde garota ainda, quando o pai a levava ao trabalho , ela cantava e dançava, para agradar os colegas do pai.

O irmão Oliveira Neto foi para a Tupi-Tapoio, do Rio de Janeiro. Para trazer a irmã, fez com que ela se submetesse a um teste de rádio-teatro. Mafalda fez e foi aprovada. E ela já começou estrelando novelas de rádio. Tudo na vida dela, aliás, aconteceu por acaso, e por “brincadeira”. “Eu não queria ser atriz”, diz ela. Eu queria é trabalhar. Depois foi para a Rádio Nacional e também para a TV Paulista, em São Paulo. Fazia São Paulo e Rio. Fez grandes papéis, como a Kathy da peça: “O morro dos ventos uivantes”. Fez “A cabana do pai Tomás”. Aí aonteceu um incêndio na TV Paulista. Mas sua vida artística foi “de vento em popa”. Nunca deixou de trabalhar. Sem grandes exigências, sempre se entregando e brincando, foi fazendo muitos e variados papéis.

De atriz dramática, que foi quando começou, logo se atirou toda à comédia. Fez a “Praça da Alegria”. Seu quadro, “Dona Lona”, aquela que está na lona, de tão magra e coitada, pegou. Todos gostaram muito. Depois veio a época da TV Globo. Grandes novelas: “A grande mentira”, “A próxima atração”, “Hipertensão”, “Bandeira 2”, “O grito”, “Saramandaia”, “Gabriela”, e tantas outras. Sem contar os seriados, como “A grande família”. Fez também “Maria Machadão”, que fez enorme sucesso. E novelas mais recentes, como “Por amor”, “Meu bem-querer”. E assim Eloísa Mafalda foi considerada uma das atrizes que mais participações teve na televisão brasileira. Eloísa foi casada com Miguel Teixeira, e com ele teve dois filhos: Miriam e Marcos. E hoje tem também um casal de netos.

E sua família é o que mais lhe dá felicidade. Ainda é ligada a Jundiaí, onde moram seus irmãos, seus sobrinhos, enquanto ela está vivendo há30 anos no Rio de Janeiro. Conhecida no Brasil todo e no estrangeiro, onde são passadas suas novelas, a antiga secretária, a discípula de Dona Alice, muito se espanta e se comove com seu sucesso. E diz de forma graciosa, simpática, verdadeira: “Tudo aconteceu por acaso. Eu não queria ser atriz. Foi tudo uma brincadeira”. Essa é a grande atriz e a grande mulher de nome Mafalda, que colocou Eloísa no nome, sem “h”, para dar sorte. E deu. Como deu!

Seu último trabalho na televisão foi a novela “O Beijo do Vampiro”, na TV Globo, no ano de 2003. Desde então, resolveu se aposentar para curtir a família e ao hobby de jardinagem.

 
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