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EDGAR ROQUETTE PINTO


Edgar Roquette Pinto nasceu no Rio de Janeiro, em 25 de dezembro de 1884. Ele era médico legista, professor, antropólogo, etnólogo e ensaista. Foi membro da Academia Brasileira de Letras e é considerado o pai da radiodifusão brasileira.

Tendo estudado na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, colou grau em 1905. Depois de formado, estudou sobre os sambaquis, das costas do Rio Grande do Sul. E foi professor de Antropologia no Museu Nacional, em 1906, professor de História Natural, na Escola Normal do Distrito Federal, em 1916 e professor de Fisiologia, na Universidade Nacional do Paraguai, em 1920.

Em 1912, seguiu o Marechal Rondon, em sua expedição pelo interior do país, e tomou contato com os índios nambiquaras, que não tinham tido ainda contato com os brancos. Trouxe dessa expedição vasto material etnográfico, tendo publicado então em 1917, o livro” Rondônia- Antropologia Etnográfica”, que ficou sendo considerado um clássico da antropologia brasileira.

Em 1926, Roquette Pinto tornou-se diretor do Museu Nacional, tendo organizado então a maior coleção de filmes no Brasil.Foi também membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, da Academia Brasileira de Ciências, da Sociedade de Geografia, da Academia Nacional de Medicina, da Associação Brasileira de Antropologia, onde foi presidente de honra e de outras associações culturais, nacionais e estrangeiras. Foi um dos fundadores do Partido Socialista Brasileiro. E era, portanto,um dos homens mais importantes de sua época.

O Rio de Janeiro era a capital e então, quando foi comemorado o 1º Centenário da Independência, em 1922,foi organizado na cidade, uma grande feira internacional, para que fossem recebidos os empresários americanos que nos vieram visitar. Eles trouxeram a tecnologia da radiodifusão, assunto de maior interesse nos Estados Unidos, nessa época. Para testar esse meio de comunicação, os americanos instalaram no pico do Corcovado, uma antena , para ser feita a primeira transmissão radiofônica, que constava de um discurso do presidente da república, Epitácio Pessoa. A transmissão foi captada no Rio, Niterói, Petrópolis e até São Paulo, onde foram instalados aparelhos receptores.Roquette Pinto se encantou e disse a frase histórica: ” Eis uma máquina perfeita para educar nosso povo”.

Em seguida, ele tentou convencer o governo a comprar equipamento para montar uma emissora de rádio. Não conseguiu. Continuou sua luta e convenceu a Academia Brasileira de Ciências a comprar os equipamentos.E assim foi criada a primeira rádio do país, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, em 1922, que foi dirigida por Roquette Pinto. Hoje ela se chama Rádio MEC. Em 1936, ele a doou ao Ministério de Educação e Cultura do Brasil.

Aconteceu, porém, que o Ministro da Cultura de então, Gustavo Capanema, comunicou a Roquette Pinto, que a emissora seria incorporada ao DIP-Departamento de Imprensa e Propaganda, orgão que era responsável pela censura ,durante o governo Getúlio Vargas. Roquette Pinto não gostou, zangou-se mesmo e exigiu a autonomia da rádio, para preservar sua função educativa. Ele ganhou a disputa e a Rádio MEC mantém até hoje a mesma orientação.

Quando Roquette Pinto despediu-se do comando da emissora, disse chorando ao ouvido da filha: “Entrego esta rádio, com a mesma emoção com que se casa uma filha”.

Roquette Pinto foi o 3º ocupante da cadeira 17, da Academia Brasileira de Letras, tendo sido eleito em 20 de outubro de 1927. Foi patrono da cadeira 33, da Academia Brasileira de Médicos Escritores.

Suas obras foram inúmeras.- Escreveu sobre medicina com os indígenas da América, em 1906. – Escreveu sobre a excursão à região das Lagoas do Rio Grande do Sul, em 1912.- Fez um guia de antropologia, em 1915.- Escreveu sobre Rondônia, em 1916.- Escreveu sobre mineralogia, em 1918.- Fez um conceito atual da vida, em 1920. Escreveu: ” Seixos Rolados- Estudos Brasileiros”. – “Glória Sem Rumor”, em 1928. – Ensaios de Antropologia Brasiliana”, em 1933.- ” Samambaia”- contos, em 1934. – ‘Ensaios Brasilianos”, em 1941.- E mais um número imenso de trabalhos científicos, artigos, conferências, publicados em jornais e revistas.

Roquette Pinto faleceu em 18 de outubro de 1954.

 
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