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BORGES DE BARROS


Fileto Borges de Barros nasceu em Corumbá, Mato Grosso do Sul, no dia 27 de março. Seu pai, Leobino Borges de Barros morreu, quando o filho nasceu. Era alfaiate e dos bons, segundo diz a esposa Tereza de Jesus Livio. Ele e seus cinco irmãos foram criados pela mãe e tiveram uma infância linda, ainda que pobre. De Corumbá mudaram-se para Campo Grande.Borges de Barros estudou em colégio de padres, tendo no padre João Crippa o seu guia espiritual.

Aos doze anos ele já era professor de catecismo e nunca pensou em ser artista. Depois, já em São Paulo, estudou no Instituto de Ciências e Letras, de Alfredo Pucca, e conheceu vários garotos que estavam se encaminhando para o rádio. Borges, porém, foi trabalhar como guarda-livros, pois precisava ajudar no sustento da casa. Ele era um bom garoto e dava conta de tudo. Foi, porém, convidado para participar de uma festividade de final de ano do Instituto de Ciências e Letras, e perceberam que ele tinha “jeito para a coisa”. Foi assim que o encaminharam para a Rádio Difusora de São Paulo.

Depois do que, passou a trabalhar no estúdio de gravação da Standard Propaganda, e logo no primeiro mês ganhou tanto dinheiro, que ao entregá-lo à mãe, esta se pôs a chorar, dizendo: “Meu Deus, nunca pensei ter um filho ladrão”. Ela não podia imaginar que o filho estava sendo requisitado para todas as gravações e ganhando muito bem. A vida de Borges de Barros deslanchou. E sua principal característica, que logo foi notada, é a capacidade de fazer “n” vozes diferentes. Tanto que logo começou também a dublar, e quando veio uma lei, que obrigava que os filmes estrangeiros fossem dublados para passarem na televisão, ele tinha sempre trabalho. Dublou personagens famosos, mas o principal deles foi: “Dr. Smith”, em “Perdidos no Espaço”, seriado que fez sucesso por muitos anos na televisão, e ainda hoje é muito reprisado. Nesse veículo, a televisão, também Borges foi muito bem sucedido.

E, embora procurasse fazer personagens sérios, sempre o escalavam para comédias. Enturmou-se com Manoel da Nóbrega, na TV Paulista, onde trabalhava desde 1951. Ator muito versátil, colocando bigode, tirando bigode, seu rosto também se transformava. E sua voz era a mais variável possível. Manoel da Nóbrega o escolheu para fazer a “Praça da Alegria”, no papel de mendigo filósofo, e que fazia críticas políticas. O seu bordão “Caro colega” pegou no Brasil inteiro. Com Manoel da Nóbrega ficou 25 anos. E esteve na “A Praça é Nossa”, fazendo o “Caro Colega”, até o fim da vida.

Borges de Barros faleceu no dia 12 de dezembro de 2007.

 
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