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BEATRIZ SEGALL


Beatriz Toledo Segall nasceu no Rio de Janeiro. Filha de Deborah Lago de Toledo Fonseca e Mario de Toledo Fonseca, ele formado em Direito. E ambos professores muito importantes do Rio. Eles dirigiam o Colégio Pio Americano e o Colege Lafayettte. Ali Beatriz estudou e mais tarde fez Faculdade de Filosofia. Foi professora durante muito tempo, sem jamais pensar em ser atriz, ou estar ligada a teatro. Porém, quando tinha 5 ou 6 anos assistiu a um balé, e ficou fascinada. Chegando em casa desandou a dançar, achando aquilo uma coisa deliciosa. Ao assistir as pecinhas de fim de ano, dos colégios que os pais dirigiam, também ficou embasbacada. Era uma moça culta. Sabia muito bem francês e foi em francês que participou de uma peça da “Aliança Francesa”, no Rio de Janeiro.

Depois foi convidada para fazer um filme: “Beleza do diabo”, que Beatriz diz ser um horror. Resolveu então fazer o “Curso Prático de Teatro”. Logo conheceu o ator Sadi Cabral, homem inteligente, introdutor do Método Stanislawisky no Brasil. Foi indicada para um papel no “Teatro de Bolso”, do Rio de Janeiro. E conheceu Henriette Maurinau, a grande diretora e atriz. Foi nessa época que já começou a participar da TV Tupi do Rio de Janeiro, em pequenos seriados e pequenos teatros. Ganhou então uma bolsa do Governo Francês e passou um ano em Paris, estudando. Aí conheceu Mauricio Segall, com quem se casou.

Achava, porém, que não tinha vocação para o teatro, tanto que preferia ficar em casa, ser dona de casa, mãe de família. Foram morar em São Paulo e Beatriz sempre era convidada para a televisão e para o teatro. Fez novelinhas na TV Tupi, e o que se lembra com saudade é do tempo que fez o “Teatro a Juventude”, com Julio Gouveia e Tatiana Belinky. Achava que eram coisas mais bem feitas. Reunia em casa, porém, atores como Guarnieri, Vianinha, Aracy Balabanian. Os filhos já estavam grandinhos e Beatriz resolveu fazer “Andorra”, no Teatro Oficina. Mauricio Segall resolveu se ligar ao teatro, achando que era a única tribuna mais livre, no tempo da ditadura e o casal acabou arrendando o Teatro São Pedro, em São Paulo. Ali foram encenadas peças muito importantes, com autores como: Guarnieri, Carlos Queiroz Telles, Max Friesh, e tantos outros.

Mas Mauricio Segall foi preso, e tudo ficou muito difícil. Como atriz, porém, Beatriz, dona do teatro, não se dava os melhores papéis. Isso acontecia quando ela era convidada por outros diretores, como foi o caso de “À margem da vida”, com direção de Flavio Rangel. Depois Beatriz foi para a TV Globo. Ali fez a personagem “Celina”, na novela “Dancing Days”. Fez “Água Viva”, “Vale Tudo”, “Sol de Verão”. Mas continuou sempre fazendo teatro, que se tornou sua paixão. Na TV Globo fez o papel de Odete Roitman, cuja morte se transformou numa cena antológica. Sempre fazendo papéis de mulheres elegantes e sofisticadas, Beatriz Segall acha que isso acontece só por preguiça dos diretores de novelas, pois em teatro fez uma gama variada de personagens.

Separada de Mauricio Segall, Beatriz continua sempre muito ligada a ele e aos três filhos que tem. Tem também seis netos. Continua em teatro, como atriz e produtora. Recebeu vários prêmios na carreira, pois tudo o que faz, é com preciosismo, com perfeição. Entre os prêmios tem “Governador do Estado”, “Prêmio Shell”, “Mambembe”. Hoje, sendo entrevistada, e lembrando seu começo, diz, rindo de si mesma: “Tudo o que sonho é viver e ficar muito velhinha, mas fazendo teatro e o público gostando da velhinha”.

Em 2011, após 5 anos longe da telinha, esteve no seriado “Lara com Z”. Já nos cinemas, fez “Família Vende Tudo”. E em 2012, após longa ausência em telenovelas, faz “Lado a Lado”, na TV Globo.

 
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