PRÓ-TV
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2017, ano triste na TV, mas que também trouxe esperanças



Quando se pensa em tomar por retrospectiva o ano 2017, não é fácil se desvencilhar de seu profundo caráter de fatos tristes quando se enfoca os acontecimentos televisivos que se passaram nele.

Logo no seu terceiro dia, falece Vida Alves, a presidente de Honra e Perpétua da Associação dos Pioneiros Profissionais e Incentivadores da Televisão Brasileira encerrando oito décadas de longa trajetória artística, bastante premiada e elogiada.

Infelizmente, não foi a única perda nos quadros associativos do Museu da TV, pois no triste 14 de agosto, faleceu também o professor Álvaro de Moya, então vice-presidente da Pró-TV, que dirigiu a TV Excelsior, canal 9 de São Paulo e também a TV Bandeirantes, canal 13, além de ser a grande referência na história dos quadrinhos brasileiros.

Também a ex-conselheira suplente do Museu da TV, a grande atriz Cathy Stuart faleceu em agosto. E como não lamentar também a perda de artistas que ajudaram Vida, Álvaro e Cathy a fundar a Pró-TV como Paula Lea, Georges Henry, Demerval Gonçalves, Amaral Novaes e Rildo Gonçalves, todos associados iniciais, reconhecidos como seus fundadores.

E no campo mais amplo a Televisão e a própria Cultura Brasileira tiveram outras dilacerantes perdas em 2017. Na Música Popular partiram os cantores Luiz Melodia, Belchior e Jerry Adriani, bem como a marcante voz feminina de Célia . Na Literatura, o pais perdeu os talentosos João Gilberto Noll, Antonio Cândido , José Louzeiro, Muniz Bandeira e Vasco Mariz.

E a ribalta nacional se despediu  de seu “Diamante mais brilhante” a grande atriz Eva Todor, bem como de sua histórica produtora Ruth Escobar. E no dial, não mais se ouvirão as marcantes vozes de Barros de Alencar, Jose Carlos Carboni, Kid Vinil, Synesio Junior, Walter Manna e Franco Neto.
Grandes criadores televisivos partiram também em 2017 como os diretores Gonzaga Blota, Magno Salerno, Marilia Moreira e David Grimberg. O humor ficou mais pobre sem Paulo Silvino, João Elias  e Márcia Cabrita e o mundo das telenovelas não contará mais com as talentosas Aracy Cardoso, Vic Militello, Neuza Amaral, Maria Estela,  Irene Stefânia e Ana Maria Nascimento e Silva e com os talentosos Nelson Xavier, Telmo de Avelar, Gilberto Sálvio e Paulo Celestino Filho e a imprensa não terá mais a inteligência de Henrique Nicolini, Franco Paulino, Fernando Pacheco Jordão, Carlos Chagas, Domingo Alzugaray, Jose Augusto de Godoy, Luiz Carlos Maciel, Marcelo Rezende, Hilton Viana, Jorge Bastos Moreno, Paulo Gaudencio, Fanny Abramovich , Mauro Guimarães e Nelly Novaes Coelho.
Contudo, em que pese perdas tão doloridas para a memória artística e televisiva, a Televisão reservou positivas surpresas em 2017. A novela do ano foi “A Força do Querer”, interessante texto de Gloria Perez para o horário nobre da TV Globo que contou com uma direção ótima de Rogério Gomes. A protagonista Bibi Perigosa, interpretada por Juliana Paes encantou o publico e a critica, dando a ela o Troféu Imprensa e o Premio APCA de melhor atriz do ano. Como Ator, o jovem paulistano Marco Pigossi, o Zeca da trama de Gloria Perez, também se destacou, conquistando com merecimento o Troféu Imprensa de 2017, além do premio da Revista Contigo e o Troféu do Programa Domingão do Faustão – Os Melhores do Ano entregue ao vivo no palco da Rede Globo, no final daquele ano.

No tocante aos programas de auditório, Silvio Santos, em seu SBT, continuou imperando aos Domingos, com grande audiência, além de apresentar a Edição da Maratona Solidária em prol da AACD, o Teleton, em sua vigésima edição em outubro de 2017.

No campo musical os jovens talentos naturais do Centro Oeste Brasileiro: Luan Santana (nascido no Mato Grosso do Sul) e Marilia Mendonça (nascida em Goiás) tiveram grande destaque popular, cantando em vários programas televisivos e vendendo muitos discos, seja em formato DVD ou nas novas mídias digitais.

E como efemérides de 2017 tivemos a celebração dos centenários de grandes pioneiros da TV Brasileira como Walter Forster, Rebello Junior, Ary Silva, Denis Brean, Dalva de Oliveira, João Saldanha, Eduardo Moreira,  Ribeiro Filho, Zilka Salaberry, Heloisa Helena, Carlos Frias, Chacrinha e Paulo Porto, só para realçar alguns nomes.

E no mesmo ano, o Museu da TV ainda conseguiu homenagear Vida Alves a sua Associada nº 01  com uma bela exposição em sua sede no bairro do Sumaré, na capital paulista, intitulada “Vida Alves: Raízes da Televisão”.

A Paróquia Nossa Senhora de Fátima, do Sumaré, realiza missas anuais em intenção a tantos artistas que terminaram  a sua trajetória aqui na Terra. Tal gesto de religiosidade e carinho mantêm viva a esperança num futuro melhor, numa Cultura Brasileira revigorada e na preservação da memória de tantos pioneiros e colegas da arte televisiva.

Rodolfo Bonventti

 
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